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Deixe o amor falar

“Deixe o amor falar...
Diante da ignorância e da falta de princípios, deixe o amor falar;
Diante do erro e da injustiça, deixe o amor falar;
Diante da fome e do abandono, deixe o amor falar;

Somente o amor, aliado à atitude, pode nos libertar das agruras do mundo e nos fazer donos de nossos destinos, conscientes de nossa importância e real valor diante das coisas que ainda não compreendemos. Há que se ter coragem para romper com padrões e buscar agir com a própria consciência, sob risco de ser muito feliz! O mundo precisa de todos aqueles que se sentem deslocados diante da vida, não te apequenes, nem tampouco refreie seu ímpeto de mudança. Faça a sua própria história!"

(Sergio Aguiar)

Houve momentos em sua trajetória que você se sentiu com medo, raciocínio confuso, teve dúvidas, hesitou diante de decisões importantes? Teve acessos de raiva, se sentiu em abandono, metódico, controlador, radical e inflexível, cético ou desconfiado?

O importante é já deixar claro que VOCÊ É NORMAL!!

É comum me deparar com pessoas que se sentem deslocadas na Terra, se considerando inferiores ou se colocando como um extraterrestre diante da vida. Para que reflitamos sobre isto, é bom que façamos uma análise sobre um certo grupo de pessoas comuns, cheios de limitações, mas que conseguiu consolidar a maior fraternidade de todos os tempos. Estamos falando de pessoas, escolhidas a dedo pelo Cristo exatamente pelas suas limitações que poderiam dar um testemunho real diante de uma população ainda muito enraizada no egoísmo e no orgulho.

Comecemos por falar sobre João Batista, parafraseando Jesus: “Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João Batista; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele. E, desde os dias de João o Batista até agora, se faz violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele. Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João. E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir. (Mateus 11:11- 14).” Anunciada aí uma reencarnação de um grande profeta, que veio à Terra para preparar o caminho, pregar a renovação e a conclamar o povo à conversão e abdicação dos tesouros que a traça corrói.

O primeiro a se aliar à proposta cristã é André, um homem zeloso, sincero em suas colocações e extremamente dedicado em sua tarefa de apóstolo. Consta que foi o primeiro mártir, pois foi o primeiro dos discípulos a pregar a boa nova fora no estrangeiro. André já andava fascinado pela proposta de transformação de João Batista e o seguia para onde fosse. Ao avistar Jesus, que iniciava sua jornada de três anos que culminaria com a crucificação, João Batista anuncia: "Eis o Cordeiro de Deus" (João 1.36). André então busca a seu irmão Simão (Pedro) e o convida a conhecer mais sobre a proposta do Mestre.

Pedro, consagrado como o fundador da igreja cristã era um líder de homens por natureza e por inspiração, pensador rápido, mas não tinha um raciocínio profundo, haja visto que fazia muitas perguntas, mais do que todos os apóstolos juntos, e, se bem que a maioria fosse de boa qualidade e pertinente, muitas delas eram impensadas e tolas. Pedro não tinha uma mente profunda, mas conhecia muito bem a própria mente. Diante do horrendo quadro que iniciava a se desenrolar, hesitou... negou conhecer o mestre. Protegeu a si mesmo ou foi fiel ao seu planejamento reencarnatório?

Na opinião deste humilde autor, as duas coisas!! Pedro agiu como sua própria personalidade se mostra na grande obra em referência: “Paulo e Estevão” (psicografia de nosso querido Francisco Cândido Xavier). Tinha características de conciliador, o que permitiu que fundasse a primeira casa com proposta cristã da caridade e do amor desinteressado. Carregou a proposta cristã sem hesitação, com mãos fortes porém amorosas, até ter o destino fatal de todos os mártires.

Tiago Zebedeu

  • Tinha uma disposição feroz, quando provocado adequadamente (o que Paulo, constantemente colocava a prova) e, quando a tempestade chegava ao fim, ele estava sempre habituado a justificar-se e a desculpar a sua raiva sob o pretexto de que era uma manifestação de justa indignação.
  • Embora Tiago não fosse melancólico, ele podia estar quieto e taciturno em um dia e muito falante e contador de histórias no outro. Em geral ele falava livremente com Jesus, mas, entre os doze, durante muitos dias seguidos, ele permanecia silencioso. A sua grande fraqueza estava nesses intervalos de um silêncio inexplicável.

Filipe:

Personalidade tímida e inicialmente um pouco incrédulo. Faltava-lhe imaginação e era muito metódico. Cuidava com maestria dos suprimentos.

Natanael (Bartolomeu):

Foi uma pessoa em quem não se via dolo nem fraude (Jo 1:47). Ao ser convidado por Filipe, disse: “Pode vir alguma coisa boa de Nazaré?” Em que Filipe responde: “Vem, e vê.” (João 1:46)

Tomé:

Foi uma pessoa determinada, mas no momento propício não creu na ressurreição de Jesus e teve que tocar as chagas para confirmar estar diante do Cristo. Era cético, pragmático e muito leal.

Mateus:

Cobrador de Impostos; humilde, devotado à causa. Ponto de vista estreito e materialista sobre a vida.

Tiago Alfeu:

Simples, pouco entendia as discussões filosóficas puxadas por Jesus.

Judas Tadeu:

Era bastante temeroso e um pouco incrédulo. Também tinha dificuldades para acompanhar discussões mais profundas.

Simão Zelote:

Era uma pessoa zelosa e cuidadosa em sua vida e ministério.

Judas Iscariotes (o que traiu Jesus):

Era egoísta, ambicioso e possuía um espírito egocêntrico, considerado rebelde e revolucionário. Ele era um bom pensador, mas tinha muitos conflitos internos, os quais normalmente não sabia como lidar. Minha opinião pessoal é que sua motivação foi realmente a revolução, e ao trair Jesus desejava que os exércitos angélicos descessem à Terra para proteger o mestre e instaurar pela força, o reino anunciado. Não entendeu na profundidade a filosofia colocada por Jesus, pois como poderíamos instaurar o reino de Amor pela guerra?

Segundo o livro Joana D’arc, por Ermance Duffaux, Judas tem sua redenção reencarnando como Joana (mas este é provavelmente tema para outro artigo)

João Zebedeu: O Evangelista (por Miramez no livro Francisco de Assis)

  • Conheceu Jesus aos 24 anos e morreu de morte natural em Éfeso - com 94 anos.
  • Solteiro – impulso esquematizado, desde sua gênese.
  • Personalidade extraordinária, Imaginativo nas suas comparações, pensativo e introspectivo nas suas dissertações e pouco falador como discípulo.
  • É notório o seu amadurecimento na fé através da evolução da sua escrita.
  • Segundo Miramez, reencarnou como Francisco de Assis, um belo exemplo do amor encarnado.

Lucas:

Considerado médico de homens e de almas, Lucas (ou Lucano), um homem que mesmo não tendo caminhado ao lado de Jesus enquanto nas vestes carnais, se aliou à mensagem de amor do Cristo e atraído por sua luz caminhou pela Terra em busca do mestre. No livro “Boa Nova de Humberto de Campos”, vemos a sua busca por Jesus, indo ao encontro de Maria para ouvir sobre a trajetória do Mestre. Lucas teve várias interações com outro grande homem que também não se isentou das coisas do mundo e pagou o preço alto mas necessário: Paulo.

Paulo

Antes Saulo, um ser entusiasta e apaixonado, que era radical por princípio e foi considerado por muitos como o décimo segundo apóstolo pela forma apaixonada e entusiasta que difundiu a proposta Cristã. Mas nada foi fácil para este abnegado servidor... Pelo livro “Paulo e Estevão” de Emmanuel, também podemos acompanhar a forma contundente como ele – ainda Saulo – pela palavra articulada, debatia ferozmente sobre as escrituras e fazia com que os contrários pagassem com a mão forte da lei vigente. Foi o maior exemplo de conversão, quando às portas de Damasco, onde iria para destruir um levante cristão, teve um encontro com Jesus que mudou sua trajetória para sempre. Conviveu com a culpa que foi o tribunal da própria consciência, mas venceu. É apaixonante sua trajetória e sua célebre frase marcou a minha própria trajetória: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.” (Gálatas 2:20).

As mulheres da época:

Consideradas fracas e insignificantes (à época, diga-se de passagem), essas valorosas colaboradoras foram fundamentais na obra Paulina, fundando e sustentando igrejas nascentes. Foram fiéis ao Cristo, inclusive no momento da crucificação. Para não me alongar, num próximo artigo farei questão de homenagear essas valorosas guerreiras.

Em conclusão ao presente artigo, coloco aqui alguns pontos para reflexão:

- Observe como o Cristo se utilizou não de anjos ou santos, mas de homens e mulheres rudes, frágeis e ainda cheios de hesitação e dúvida e trabalhou com seu potencial oferecendo a maior das recompensas: Um mundo melhor, onde podemos conviver em harmonia e paz... um mundo onde podemos ser genuínos com nossas convicções e não somos martirizados por ter opinião diferente.

- Imagine o que Jesus poderia fazer por sua vida se simplesmente você se coadunar com essa proposta de amor e se entregar apaixonadamente pela vida, dando a César o que é de César, mas não se furtando de lidar com os tesouros que a traça não corrói, entregando a Deus o seu melhor e potencializar suas virtudes?

Abrace a causa Cristã, deixe o amor falar em você e através de você.... seja você a transformação que deseja no mundo.

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