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Educação Espírita

“Considerando-se, naturalmente, a criança como o porvir acenando-nos agora, e o jovem como o adulto de amanhã, não podemos, sem graves comprometimentos espirituais, sonegar-lhes a educação, as luzes do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, fazendo brilhar em seus corações as excelências das lições do Excelso Mestre com vistas à transformação das sociedades em uma nova Humanidade.”¹

Este texto de Bezerra de Menezes é um alerta sobre a excelência da Educação das crianças e dos jovens para a construção de uma nova Humanidade, mais pacífica e solidária, essencial para a transição da Terra de um planeta de provas e expiações para um mundo de regeneração.

Não se trata, porém, de uma Educação preocupada apenas com a instrução, mas sim com a formação integral dos indivíduos, contribuindo para o desenvolvimento de suas capacidades de pensar, sentir e agir, a fim de que se reconheçam enquanto espíritos imortais, cidadãos do Universo e responsáveis em transformar – para melhor – o meio onde vivem.

Trata-se, portanto, de uma Educação baseada no Evangelho de Jesus e nos ensinos da Doutrina Espírita em seus três aspectos – o filosófico, o científico e o religioso – , estimulando a integração da criança e do jovem consigo mesmo, com o próximo e com Deus, através de estudos e vivências que tenham significados para eles, inspirados em situações concretas vividas no cotidiano, como o próprio Cristo – mestre, modelo e guia para a humanidade – exemplificou em suas pregações junto ao povo, e com a utilização de uma pedagogia firmada na liberdade, na observação e análise e nos questionamentos, como fez Allan Kardec na elaboração das Obras Básicas que fundamentam o Espiritismo.

Desta forma, de acordo com a concepção Espírita, educar é, além de propiciar os conhecimentos defendidos pela sua doutrina, envolver o educando em uma atmosfera de responsabilidade, de respeito à vida, de fé em Deus, de consideração e amor aos semelhantes, de valorização das oportunidades recebidas, de trabalho construtivo e, como já referido, de integração consigo mesmo, com o próximo e com Deus.

Para que isso aconteça, é necessário adotar uma proposta pedagógica que valorize a reflexão crítica e a participação efetiva do educando no processo de construção e aperfeiçoamento do próprio aprendizado.

Acreditando que todo ser humano é um ser com potencialidades divinas e que o ato de educar tem como objetivo despertar essas potencialidades e contribuir para transformá-las em capacidades, cabe ao educador atuar como um ‘facilitador’ nesse processo, colaborando para o despertar das potencialidades divinas dos educandos que, como ensina a Doutrina Espírita, são espíritos imortais que trazem dentro de si, além dos conhecimentos aprendidos na vida atual, muitos outros construídos ao longo de inúmeras encarnações. Ademais, o aprendizado de agora é para ser assimilado pelo Espírito reencarnado não somente nesta existência, mas para a eternidade.

Por fim, a Educação Espírita – por tudo que ela oferece e propõe – é o instrumento, por excelência, para a mudança da sociedade. Dedicar-se a ela é tarefa urgente. Às Casas Espíritas, enquanto espaços privilegiados para a propagação da doutrina e educação do Espírito, cabe atuar na renovação do ser humano visando um novo pensar e agir que propiciem a transformação da Humanidade.


Equipe de Educadores da União Espírita de Piracicaba


¹ Bezerra de Menezes, 1982, Sublime Sementeira, FEB, 2012. Citado em Orientação à Ação Evangelizadora Espírita da Juventude: subsídios e diretrizes. FEB.