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EDUCAÇÃO DO PENSAMENTO

Seres conscientes que somos, a todo momento pensamos e agimos, em dinamismo incessante, muitas vezes sem nos darmos conta da nossa produção mental nem dos efeitos do nosso pensar e agir.

As realizações humanas começam nas ideias que se tem, passando pela ação que as materializa. O pensamento modela as ações, fornecendo-lhes a matriz sobre a qual as obras são feitas. Por isso, o cuidado com a qualidade dos pensamentos torna-se fundamental, a fim de que as ações, individuais e coletivas, sejam corretas, construtivas e voltadas ao bem geral.

A educação do pensamento ainda parece distante da nossa realidade, na qual pouca atenção é dada ao conteúdo produzido pela mente e à sua repercussão sobre a existência. Como o assunto não é tratado nas escolas formais, cabe a diversos movimentos e filosofias espiritualistas trazer instruções válidas ao aprimoramento mental, quando oferecem, como proposta iluminativa, conteúdo educativo, de autoconhecimento e reflexão, capaz de mobilizar as forças criativas do ser humano, evocar suas potencialidades e canalizá-las corretamente.

Ao refletirmos sobre o teor do que pensamos, percebemos o quanto ainda estamos distantes de uma mente lúcida, ordenada e construtiva. Durante parte significativa do tempo nutrimos pensamentos inúteis, conflituosos e até mesmo obsessivos. Isso decorre, além da invigilância atual, da nossa herança reencarnatória, pois a parte consciente que expressamos representa pequena parcela da nossa realidade integral. Trazemos no inconsciente imensa bagagem proveniente de existências pregressas, a qual se manifesta como ideias e impulsos, tendências e hábitos nem sempre saudáveis ou harmoniosos. Ainda não sabemos utilizar os potenciais criativos da mente para realizar o bem, promover a paz, cooperar efetivamente com a sociedade da qual fazemos parte modificando seus aspectos negativos, o que somente se dará quando estivermos suficientemente purificados e houvermos desenvolvido nossa natureza espiritual, onde os atributos superiores da alma poderão se expressar mais livremente.

Todos temos, com maior ou menor frequência, pensamentos negativos, improdutivos ou pessimistas. Isso reflete nossa realidade psíquica e o quanto precisamos de uma correta educação mental, baseada em propósitos nobres e em princípios elevados.

Com o advento dos modernos meios de comunicação, disponibilizando cada vez mais informações (que são estímulos mentais), amplia-se a necessidade de um cuidado sobre o conteúdo a que se dá atenção e que se compartilha.

As informações e ideias propagadas pela mídia e compartilhadas nas redes sociais revelam o teor psíquico e espiritual dos seus autores, ao mesmo tempo que demonstra o nível de desequilíbrio mental predominante, a falta de ideais e de valores elevados, a carência de educação mental e moral, bem como a falta de verdadeira espiritualidade na vida humana.

Diante dessa realidade, tal qual observamos diariamente, torna-se imprescindível e urgente uma modificação nos padrões mentais predominantes para que se viva uma existência em harmonia com as leis evolutivas, a começar por aqueles que já tenham despertado para o sentido existencial mais profundo e para as responsabilidades disso decorrentes. Sob essa perspectiva, importa refletirmos sobre o uso dos meios de comunicação não apenas para entretenimento, mas acima de tudo a serviço dos interesses mais profundos do ser humano, a fim de que possa ser gerado e veiculado conteúdo instrutivo e educativo, importante na formação do caráter e útil ao desenvolvimento da consciência cidadã e do espírito de cooperação.
Presente de modo positivo nos meios de comunicação, seja na internet, no rádio, no cinema ou através da publicação de livros e jornais, o movimento espírita tem colaborado na geração e divulgação de material instrutivo e educativo de elevado conteúdo moral.

A proposta espírita – dentre outras de caráter espiritualista – tem colaborado no processo de educação moral da humanidade, prestando grande auxílio no despertar da consciência e da responsabilidade de cada um. Estudos e leituras edificantes, oração, reflexão sobre as questões importantes da existência, transformação moral, serviço altruísta – tudo isso faz parte da vivência espírita, o que ajuda muito na educação dos pensamentos e no equilíbrio psíquico. Essas práticas também auxiliam a desenvolver a intuição e a inspiração, as quais trazem nova luz ao campo mental, purificando e elevando a natureza dos pensamentos.

Educar o pensamento para agir mais adequadamente, cultivar boas ideias a fim de transformá-las em ações promotoras das mudanças que pretendemos no mundo, comungar com a Fonte da vida através da prece, desenvolver a intuição e usá-la para guiar a mente e as ações no rumo correto – são possibilidades ao nosso alcance, aguardando nossa decisão e o uso da nossa liberdade de escolha.