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HERDEIROS DE DEUS E DE NÓS MESMOS

Todas as religiões e filosofias espiritualistas afirmam que o ser humano é filho de Deus, criação divina, e, de diversas formas e segundo suas crenças, estabelecem condições para que conquiste a herança divina que lhe cabe. Tomando as escrituras cristãs, especialmente o Novo Testamento, notamos que Jesus proclama repetidamente a existência de um reino, chamado por ele reino de Deus, o qual é destinado àqueles que cumpram os mandamentos da Lei e sigam seus ensinamentos e exemplos.

Desse modo, o ser humano foi considerado herdeiro divino, destinado a possuir um reino de bênçãos, poderes e realizações além de todas as possibilidades e perspectivas humanas, tanto que esse reino foi prometido por Jesus não na Terra nem na forma de bens ou realizações materiais, mas, ao contrário, numa vida futura, transcendente, além dos limites da dimensão física. O reino de que o ser humano é herdeiro, portanto, é espiritual, estado de consciência em que se manifestem de forma mais plena a paz, o amor, a felicidade. Naturalmente o ser que manifeste tal nível de consciência habitará um plano igualmente pacífico, harmonioso e feliz, pois o aspecto fenomênico de qualquer dimensão reflete o nível de consciência de quem o habita, e, em contrapartida, a consciência habita o nível que lhe corresponde às conquistas e à sua realidade interior.

Herdeiros divinos que somos, nosso tesouro espiritual deve ser conquistado no longo processo da evolução anímica. Como decorrência de nossa filiação divina e graças ao atributo do livre arbítrio, que nos torna responsáveis pelas próprias ações, somos igualmente herdeiros de nós mesmos. Todo nosso pensar, sentir, falar e agir fica registrado nos arquivos sutis da consciência, tanto individual como cósmica, e representa o patrimônio inalienável que cada um gera e guarda para si mesmo. Por isso, tudo o que é produzido, de modo sutil ou ostensivo, cria uma realidade que acompanhará o indivíduo onde quer que este se encontre, no mundo físico ou nos planos sutis da vida.

Quando desencarna, a pessoa defronta a realidade exterior como reflexo e consequência de tudo quanto haja criado ao longo da existência física, e, após o tempo que permanecer nos planos sutis, quando reencarnar, encontrará e receberá a herança que houver deixado para si mesma, segundo leis perfeitas e precisas. Quem deseje, portanto, um futuro mais harmonioso e feliz, segundo a compreensão espiritual que já possua, que cultive as virtudes e aja em conformidade com as leis divinas que regem a vida, inscritas na consciência. Significa fazer tudo o que se considere o melhor segundo o próprio entendimento, ou seja, pensar, falar e agir para o bem de todos, sem prejudicar a ninguém, observando o que ensinou o Mestre Jesus no seu Evangelho, cujas lições insuperáveis têm sido amplamente explicadas e esclarecidas pela literatura espírita, especialmente a mediúnica.

Todos criamos, pelas nossas realizações, um patrimônio que se converterá em nossa herança pessoal, a qual será inevitavelmente recebida em momento adequado, segundo as leis divinas. Cada parte dessa herança vai-nos sendo distribuída de acordo com as circunstâncias da vida, gerando alegrias ou sofrimentos, facilidades ou empecilhos, luzes ou sombras, obedecendo a desígnios superiores que orientam nossa evolução.

Como afirma conhecida instrução espiritual: aquele que doa o melhor de si em benefício dos outros, sem nada esperar, recebe todas as bênçãos, sem que nada necessite pedir. É a justiça divina, expressão da sabedoria e do amor infinitos do Criador.

Podemos, desse modo, considerar a vida simbolicamente como um espelho: o que fazemos aos outros a vida nos faz, isto é, aquilo que oferecemos ao mundo recebemos de volta, imediata ou tardiamente, segundo a indefectível justiça divina. Por essa mesma lei fazemo-nos herdeiros de nós mesmos, cabendo, portanto, a cada um que haja despertado para a realidade espiritual oferecer-se incondicionalmente à vida como servidor, cumprindo a parte que lhe cabe no Plano Evolutivo, até que se credencie plenamente a receber a herança divina que a todos está destinada.