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QUANTO MAIS SE REZA, MAIS ASSOMBRAÇÃO APARECE

 

Por que será que, ao decidirmos seguir um caminho espiritual, a fim de nos aprimorarmos, a situação, ao invés de melhorar, parece ficar mais tumultuosa e os problemas parecem aumentar?

 

O ditado popular acima citado revela situação frequente quando a pessoa decide dar novo rumo à própria vida, libertar-se de vícios e transformar-se moralmente. Quando alguém resolve se empenhar na melhora de si mesmo, passa a reconhecer inúmeros empecilhos e entraves, e percebe-se diante de desafios que não imaginava existirem.

 

Quem decide empreender a jornada de aprimoramento espiritual, naturalmente amplia a sensibilidade e a percepção, passando a reconhecer realidades até então ocultas ou negligenciadas, inclusive as que estão em desarmonia e que necessitam de transformação, integração e cura.

 

Quando a pessoa se propõe conhecer mais profundamente as leis que regem a vida, a fim de se elevar espiritualmente, ela mobiliza forças contrárias, as quais não desejam a sua evolução, mas sim mantê-la na zona de conforto em que se encontra, o que geralmente significa inação, manutenção de vícios, de atitudes comodistas e materialistas que satisfazem o ego, perpetuam e alimentam estados obsessivos e de simbiose espiritual inferior.

 

Muitas vezes, quando se busca ajuda espiritual e se intensifica a prática da meditação e da prece, já se está passando por provações, problemas e aflições mais ou menos sérios. Nesse caso, a pessoa já se encontra fragilizada e vulnerável a influências desarmônicas, inclusive de natureza obsessiva, que passa a reconhecer com maior clareza ou sentir de modo mais intenso.

 

Na jornada de autoaprimoramento, ao defrontar aspectos sombrios de si mesmo e de situações externas – o que se mostra desafiador e, às vezes, ameaçador –, é necessário que se persevere nos ideais elevados e na renovação da conduta, a fim de que a situação gradativamente melhore. É como se alguém resolvesse cuidar de um ambiente deixado por longo tempo abandonado. Percebe-se o que precisa ser limpo, descartado e arrumado; as coisas inicialmente mais se desarranjam para que, em seguida, sejam ordenadas.

 

As “assombrações”, quando aparecem – sejam interferências obsessivas ostensivas ou sutis, problemas externos, obstáculos ou crises –, são o reflexo de imperfeições que trazemos dentro de nós, as quais precisam ser reconhecidas, corrigidas e curadas. Os fantasmas exteriores são reveladores das nossas sombras internas – áreas das quais precisamos tomar consciência e que devemos transformar.

 

Quando o ser reconhece estar diante de adversários do seu progresso e da sua paz, é necessário saber que se trata de uma fase do processo de autotransformação. Existe um natural enfrentamento dos reflexos do passado, o qual se expressa nas dificuldades atuais. Se a pessoa, após se decidir por algo que considere nobre e correto, tiver perseverança, paciência e boa vontade, sentirá cada vez mais bem-estar, harmonia e satisfação pelos resultados positivos.

 

Isso traz uma certeza interior de que se está no caminho correto, apesar dos desafios e obstáculos, que são superados, um após outro, fortalecendo-se interiormente e enriquecendo-se de sabedoria e paz. Essa entrega ao processo autotransformador evoca energias novas, promove alegria interior e motivação para se perseverar no empreendimento enobrecedor, além de melhorar o nível vibratório, tornando o ser cada vez menos acessível à influência de forças inferiores.

 

Os frutos da autotransformação e do esforço no bem nem sempre amadurecem rapidamente, pois estamos colhendo o que temos semeado em existências passadas, assim como temos plantado sementes que, algumas delas, frutificarão em futuro nem sempre imediato. Após inúmeras encarnações de ignorância, nas quais cometemos equívocos e produzimos desequilíbrios, ao nos decidirmos de modo mais consciente pela Luz, é natural ainda nos depararmos com “fantasmas” em nosso caminho, até que os tenhamos vencido em definitivo, o que é um processo lento e gradativo. O conhecimento de tal realidade, longe de nos desmotivar, deve nos trazer suficiente serenidade e paciência diante de aparentes insucessos, bem como perseverança na conquista da autorrealização que nos está destinada.

 

Valioso auxiliar desse processo, o conteúdo doutrinário do Espiritismo possui elementos informativos ricos de significado e portadores de impulsos transformadores, os quais favorecem uma jornada de autorrealização mais segura, lúcida e saudável. Quem opta por buscar no Espiritismo uma fonte de inspiração pode saciar, além da sede de conhecimentos, a sede de paz, harmonia e saúde integral, desde que se empenhe com sinceridade na vivência dos seus postulados.

 

Ninguém deve temer os “fantasmas”, exteriores ou internos, que porventura apareçam no decorrer da jornada evolutiva, pois nenhum mal podem nos causar, a não ser revelar o mal que ainda existe em nós, o que não deixa de ser positivo, ao evidenciar nossa necessidade de purificação, educação e cura interior, a fim de que manifestemos de modo mais pleno e definitivo nossos potenciais divinos, ainda latentes, à espera de serem revelados.

 


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