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O Serviço Voluntário

 

Diante de aflitivos problemas sociais, de multidões carentes e desassistidas, bem como da ineficiência de muitos serviços públicos para solucioná-los, as pessoas de boa vontade podem se perguntar de que forma cooperar para a melhora da situação.

         Uma das maneiras de prestar auxílio é pelo serviço voluntário, e as instituições e grupos que o fazem, nas mais diversas áreas, demonstram a imensa capacidade humana de se organizar, articular e agir. Quando pessoas de boa vontade se reúnem e se propõem servir em nome de um ideal elevado, ocorre algo mágico, fruto da interação e da cooperação de todos os que fazem parte do grupo atuante.

         As comunidades, organizações não governamentais e demais instituições filantrópicas, religiosas ou não, que agem espontaneamente em benefício do próximo, revelam a dimensão altruísta do ser humano, que oferece à sociedade seu tempo, conhecimento e aptidões.

         O serviço voluntário, quando grupal, tem sua construção e execução coletivas, em que todos os membros oferecem o melhor individualmente e o resultado é maior que a soma das partes, pois há sinergia, multiplicação de possibilidades e a superação das deficiências e limitações individuais.

         O voluntariado evoca e estimula o melhor da natureza humana e permite a expressão dos aspectos mais nobres de cada um. Desse modo, superam-se as pequenezes, as divergências e os interesses pessoais em nome de algo mais importante e abrangente.

         A dedicação ao serviço voluntário produz alegria interior, um senso de pertencimento e de participação que renova energias e motiva, além de fortalecer os ideais mais elevados. O serviço voluntário desenvolve a capacidade de agir e de solucionar problemas de forma integrada, coletiva e eficiente. O voluntariado demonstra imenso poder transformador, capacidade de articulação, mobilização e ação, ao contrário da crítica destrutiva e da atitude queixosa, sempre muito fáceis, mas nunca úteis.

Há muitos que criticam tudo e todos, que são mestres em detectar as falhas de governos, de órgãos e instituições públicas e as mazelas sociais, mas se mostram incapazes do mínimo esforço para minimizar as dificuldades que apontam. O servidor de boa vontade, inversamente, usa suas capacidades e une suas forças aos demais a fim de cooperar na solução dos problemas.

Obviamente, o voluntariado, em qualquer área, não deve, de forma alguma, justificar a ineficiência dos serviços públicos, cuja excelência deve ser reivindicada como direito de todos. O trabalho voluntário permite ir além da simples censura e da espera passiva pelos avanços sociais, oferecendo-se a fazer parte da solução e não apenas da crítica. Propor soluções requer sincero interesse na melhora da situação, e participar da sua implementação reflete boa vontade, verdadeiro espírito de cooperação e de cidadania.

A Doutrina Espírita fornece precioso material para estudos e reflexão, bem como condições adequadas para a vivência dos seus elevados postulados. Por isso mesmo, o serviço voluntário faz parte das atividades do movimento espírita, pois todas as atividades no seu ambiente são espontâneas e gratuitas, frutos da livre escolha dos participantes e da sua boa vontade. As práticas espíritas estimulam, valorizam e alimentam o clima de fraternidade, a alegria de servir e as diversas formas de caridade em todas as oportunidades.

O espírita esclarecido sabe que o serviço voluntário é um dos modos pelos quais se pode cooperar com o Plano Evolutivo. Sabe também que existem inúmeras formas de se fazê-lo, inclusive anônima e silenciosamente, como, por exemplo, pela prece e meditação, verdadeiros auxílios à paz, harmonia e cura, formas de caridade moral profunda e sutil.

O serviço voluntário é motivador, inspirando todos os que o conheçam a expandirem os limites dos próprios interesses e a participarem mais ativamente no destino da coletividade a que pertencem. O trabalho voluntário permite que sejamos, como afirmou Gandhi, as mudanças que queremos no mundo, e que façamos parte das transformações sociais que reivindicamos, não apenas como passivos expectadores, mas como protagonistas de um mundo melhor.