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Revelações do Passado e do Futuro

Dentre os muitos assuntos que fascinam o ser humano está a possibilidade de desvendar o passado e de penetrar nos mistérios do futuro.

Nessa busca sempre houve pessoas dotadas de sensibilidade especial, capazes de sondar o pretérito, revelando fatos até então desconhecidos da história individual ou coletiva. Alguns deles considerados possuidores de poderes especiais, na verdade eram médiuns com faculdades específicas de percepção ampliada da realidade temporal, capazes de viajar psiquicamente nos arquivos da história e colher dados que lhes interessassem. Esse tipo de sensitivo pode, em alguns casos, acessar os registros chamados de akáshicos (do sânscrito akasha: céu, espaço, éter), que são arquivos nos planos sutis em que estão registrados todos os fatos – materiais e espirituais – que ocorreram no mundo através das eras, desde tempos imemoriais.

Muitas vezes fatos de outra realidade temporal se mostram de forma espontânea, sem a participação consciente de quem se vê contemplado pelas suas revelações. É o que ocorre nos sonhos, em que circunstâncias e fatos do passado atual ou de reencarnações pregressas, e mesmo de situações futuras, podem se apresentar com maior ou menor clareza, às vezes carregados de conteúdo simbólico, quando então necessitam da intuição para serem decifrados.

As revelações do passado não devem merecer maior atenção de quem está no caminho espiritual, pois o aprendiz sabe que só lhe será revelado aquilo que for realmente útil para as circunstâncias atuais. Nenhuma curiosidade deve ser nutrida a respeito, sob risco de ocorrer a mistificação, o autoengano e a tola exaltação do orgulho ou, por outro lado, de se decepcionar com vivências menos felizes que todos já experimentamos ao longo das reencarnações.

Há os sensitivos dotados de mediunidade precognitiva ou profética, capazes de se adiantar na linha do tempo e de captar fenômenos que ainda não ocorreram, mas que estão programados para o futuro. Uma comparação simplista mas que pode ajudar no entendimento é imaginarmos a sucessão do tempo como as páginas de um livro. Seria como se os médiuns pudessem ler as páginas que estão à frente, as quais ainda não vivenciamos. Ocorre que nem tudo está estabelecido, pois existe uma margem de liberdade na construção do destino, portanto as páginas do livro do futuro ainda não estão completamente escritas, dependendo de algumas atitudes tomadas no presente.

Quando as informações sobre o futuro são de caráter geral e de interesse para a humanidade, tais médiuns são chamados de profetas, e muitas vezes reverenciados como portadores de poderes excepcionais, quando não são ridicularizados pela incompreensão coletiva. Para manifestar esse tipo de mediunidade em sua forma mais plena, o sensitivo precisa ter a consciência desperta para os valores imortais da verdade, da sabedoria e do amor. Daí ser tão rara a ocorrência de tais médiuns verdadeiramente proféticos. Além disso, somente renascem seres com tarefa tão especial quando, segundo os orientadores da evolução planetária, existe a necessidade de revelações sobre o futuro.

Diversos médiuns proféticos deixaram relatos de suas visões, algumas como parte de obras religiosas. O apóstolo João, o evangelista, escreveu a última parte da Bíblia, que se chama Apocalipse, ou revelação, na qual faz, de modo simbólico e esotérico, inúmeras profecias e predições sobre a humanidade. Esse livro tem sido até hoje objeto de interpretações e análises, muitas vezes controversas. Somente num estado de consciência superior, em que a intuição e a inspiração se manifestem, é que se pode compreender muitas profecias, as quais, de outro modo, podem parecer obscuras ou mesmo absurdas.

Sabemos do passado e das perspectivas futuras apenas o necessário ao nosso presente, de modo a não ocorrer nenhuma interferência inoportuna nas experiências atuais tão necessárias à nossa evolução.

Muitas pessoas, destituídas de maturidade psíquica, buscam revelações sobre o passado, na busca de respostas aos conflitos e problemas que não conseguem resolver. Outras procuram sondar o futuro na expectativa de soluções fantasiosas, como se o futuro não fosse o resultado preciso do presente, e como se a vida não fosse regida por leis perfeitamente sábias e justas.

Mais importante do que conhecermos o passado ou descobrirmos sobre o futuro é o que estamos fazendo com o nosso presente, única realidade com a qual podemos trabalhar efetivamente. Estar com a mais plena atenção possível no agora evita incursões fantasiosa ao pretérito, bem como especulações ou ansiedades quanto ao porvir, preservando-nos a tranquilidade indispensável à nossa experiência existencial.

À medida que o ser amplia sua consciência, pelo desenvolvimento das aptidões superiores da alma, naturalmente se lhe ampliam também as possibilidades de percepção do passado e do futuro, pessoal e coletivo, sempre segundo as reais necessidades e a conveniência para o processo evolutivo.

A melhor revelação do passado é o que se apresenta no presente, e a mais confiável predição sobre o futuro será trabalhar para melhorar o momento atual. Passado, presente e futuro se encadeiam no fluxo do tempo, em que nos encontramos mergulhados. Cuidar atenta e conscientemente do agora é a melhor forma de nos libertarmos e de construirmos o melhor porvir.

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