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Demônios – Quem são?

A existência de seres espirituais e sua interferência sobre os humanos sempre foi objeto de inquietações e especulações por parte de líderes religiosos, bem como das pessoas em geral.

Muito já se disse sobre o assédio que seres supostamente maléficos exercem sobre os homens que se lhes tornam vítimas. Chamados de demônios, e certamente por outros nomes em diferentes culturas e épocas, criou-se nos meios cristãos tradicionais um medo generalizado dessas entidades, muitas vezes maior do que a fé que se deve ter no Criador.

A palavra demônio vem do grego daimon, e significa alma, boa ou má, não tendo sido originalmente atribuída à mesma nenhuma conotação negativa.

Segundo o Espiritismo, todos os espíritos possuem a mesma natureza, origem e destino divinos, mesmo os que se apresentam temporariamente como seres do mal. Tais criaturas, os assim chamados demônios – com a conotação negativa que se lhes atribui – são criaturas humanas desencarnadas, que ainda se encontram em nível primário de evolução moral, embora muitos possuam grandes dotes de inteligência. São seres que se desviaram do caminho da harmonia, ao desobedecerem as Leis divinas de amor e fraternidade.

Portanto, ninguém é demônio, mas muitos podem estar temporariamente nessa condição infeliz, até que despertem e passem a viver em harmonia com os desígnios amorosos do Criador.

Outro termo que tem gerado controvérsia é diabo. Jesus, quando na companhia dos discípulos, disse: “Não vos escolhi a vós doze? E, no entanto, um de vós é um diabo” (João 6:70), ao se referir a Judas, o apóstolo invigilante que em breve o trairia. Se o Mestre chamou um de seus discípulos de diabo, por que se acreditaria que o mesmo é um ser à parte na criação, ou que não possa ser o próprio homem, quando age em oposição às leis de amor? Jesus, no texto citado, não deixa dúvidas quanto a isso. A palavra diabo vem do latim diábolos e significa adversário, opositor, e não uma categoria de espíritos. Portanto, qualquer um que aja em oposição às divinas Leis comporta-se de forma diabólica. A Doutrina Espírita, na sua sagrada missão de Consolador, esclarece que todos os seres, sem exceção, pelos mecanismos infalíveis da Lei de evolução, deixam a condição de inferioridade e rumam gradativamente para níveis crescentes de sabedoria, harmonia e amor.

Muito mais do que nos preocuparmos com espíritos malignos, precisamos nos despojar da suposta pureza que ainda não temos, ou de temores que revelam a falta de fé verdadeira, e encararmos os “demônios” que existem dentro de nós, na forma de vícios, imperfeições e desvios de caráter que ainda possuímos, para que possamos nos libertar deles e nos transformar, verdadeiramente, em seres humanos integrais, ao manifestarmos todas as virtudes intrínsecas que trazemos como herdeiros do Criador.

O mal que ainda existe em nós é o ímã que atrai o mal de qualquer outro ser, deste ou de outros planos da vida, pelo mecanismo universal de sintonia vibratória que rege os vínculos entre as criaturas.

Certamente existem desencarnados que agem maleficamente sobre os seres humanos que se lhes tornam vítimas. Essa interferência perturbadora só ocorre, porém, porque existem ligações energéticas que aproximam e unem tais almas, nos dois planos da vida. Inimigos do passado, cúmplices de crimes do pretérito, todos os que ainda não experimentaram o poder libertador da verdade e do perdão continuam vinculados por laços de ressentimento, ódio e desejo de vingança.

Quem se sente sob influência espiritual perturbadora e procura auxílio numa instituição espírita pode contar com preciosa ajuda, desde os esclarecimentos quanto à natureza dos seres espirituais e suas relações com os homens, até tratamentos especializados, de grande valia. Os trabalhos de desobsessão realizados nos centros espíritas são verdadeiras psicoterapias libertadoras para quem tem a oportunidade de receber seus benefícios – encarnados e desencarnados. O Espiritismo possui medidas eficazes para cuidar dos casos de perturbação espiritual provenientes da interferência dos espíritos em desajuste sobre os seres humanos no plano físico.

Compreendida a natureza dos desencarnados chamados de demônios, bem como suas relações com os homens, cabe a nós a autoavaliação constante da própria conduta para descobrirmos aspectos sombrios do nosso ser que precisam ser iluminados, no processo de autocura, único remédio definitivo a nos prevenir das interferências infelizes, ao mesmo tempo que nos possibilita a sintonia com os seres de Luz que inspiram amorosamente a humanidade terrena.

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