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Direito de Nascer

Imagem ilustrativa de um BebêA reencarnação é fenômeno pelo qual o espírito toma nova vestimenta corporal a fim de prosseguir na jornada evolutiva no plano físico. Para que tal ocorra, a gestação é o sublime mecanismo pelo qual o ser transfere-se do plano sutil para o mundo de matéria densa.

Processo complexo e para nós ainda desconhecido nos seus mecanismos mais íntimos, a gestação permite que o indivíduo renasça no mundo para cumprir as tarefas indispensáveis à sua evolução espiritual.

Quando se fala dos direitos humanos já conquistados e da legislação existente a respeito, bem como dos mecanismos e organizações que se empenham para o seu cumprimento, muitos grupos sociais se esquecem de um direito básico da criatura humana ou o ignoram: o direito de nascer. Trata-se do primeiro direito a que faz jus qualquer ser humano, para que depois,  à medida que amadureça na experiência física, possa reivindicar outros direitos, na medida em que cumpra fielmente os deveres que lhe cabem.

O aborto tem provocado polêmicas intermináveis nos mais diversos setores da sociedade, desde aqueles que defendem a sua total descriminação até os que pretendem proibi-lo em qualquer circunstância.

Analisado sob ponto de vista unicamente materialista ou simplesmente evocando dogmas religiosos é impossível solucionar a questão, pois não se leva em conta as Leis que regem a vida e o destino humano. Somente de uma perspectiva que inclua a dimensão espiritual do ser e da vida é que se pode solucionar tema tão importante quanto complexo.

Nesse sentido o Espiritismo traz inestimável contribuição ao assunto, com informações preciosas e precisas, para que qualquer decisão a respeito do tema seja tomada com a consciência e a responsabilidade que merece.

Sendo a reencarnação processo natural pelo qual o espírito mergulha na matéria, em obediência às Leis divinas, jamais cabe ao ser humano determinar se uma criança deve ou não nascer, pois tal fato se encontra subordinado a instâncias superiores da Vida.

Sabemos que o desencarnado geralmente está ligado aos futuros pais mesmo antes da concepção, por luminosos laços de afeto ou pelas sombrias teias de ódio, e que o espírito se vincula ao futuro corpo desde a concepção, quando os gametas masculino e feminino se unem, dando início à formação do novo corpo.

A Doutrina Espírita traz ricos exemplos de mulheres que praticaram o aborto delituoso, e suas consequências dolorosas e prolongadas, no plano físico e no mais além. Relata-nos o tributo de sofrimento reservado a quem se entrega ao ato criminoso, bem como aos cúmplices e aos que estimulam ou favorecem sua realização.

 Segundo as informações espíritas, a única situação que autoriza a prática do aborto é quando a gravidez põe em risco a vida da gestante, pois nesse caso é legítimo que se priorize a vida de quem já esteja encarnada. Com os avanços da medicina no campo da obstetrícia essa situação tem se tornado cada vez menos frequente.

Nos casos em que a gestação decorrer de violência sexual, existem componentes cármicos que permitiram que a gravidez ocorresse, em virtude de compromissos pretéritos entre os envolvidos. Portanto, mesmo em tais situações o nascimento da criança deve ser garantido e protegido pelos mesmos cuidados que se devota a qualquer nascituro.

Quando existe qualquer tipo de malformação fetal, inclusive anencefalia, o processo da gestação obedece a sábias e amorosas Leis que visam à purificação da alma reencarnante bem como ao reajuste e aprendizado dos pais. Tudo obedece aos mecanismos infalíveis da Lei que regula os destinos, motivo por que deve-se assegurar a integridade da gestação em todas as ocasiões.

A gravidez é portal que permite verdadeira materialização de espíritos em caráter duradouro, através da figura sagrada da mãe, a médium da vida.

Nenhuma justificativa materialista, imediatista ou egoísta fará com que o aborto intencional deixe de ser grave violação aos códigos da vida. Quem se atira à ilusão de praticá-lo, despertará sob o estímulo da dor e do remorso, para um longo caminho de reparação e reajuste.

A mulher que já tenha praticado o aborto, assim como outros que hajam se envolvido no ato, podem, desde o momento em que tomem consciência do erro, começar a mudar o destino para melhor. Após o sincero arrependimento, pode-se iniciar a reparação, mesmo em meio a eventuais expiações, pela prática do bem que compensa todo o mal, pelo “amor que cobre a vastidão dos pecados humanos”... Sempre é tempo de renovar o destino.

Um dos sinais de que nosso planeta terá passado de mundo de provas e expiações para a condição de mundo de regeneração será, sem dúvida, a abolição definitiva da prática intencional do aborto, concedendo a todos os espíritos reencarnantes o pleno direito à vida, desde a concepção até o desencarne, preservando-lhes a dignidade em todas as etapas da jornada material.

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