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A Voz da Consciência

Onde está escrita a lei de Deus? Na consciência. (O Livro dos Espíritos – questão 621)

Nessa questão formulada por Allan Kardec aos espíritos superiores temos um legítimo questionamento sobre a Lei divina. É natural que os seres humanos reflitam quanto à existência de leis que regulem a vida e o destino, bem como sobre seu mecanismo e funcionamento. Compreendê-las é de importância vital para o bom direcionamento das ações humanas.

As Leis divinas, como expressão do Criador, estão presentes em todos os níveis, planos e mundos do Universo. A onipresença de Deus se expressa na onipresença de suas Leis. Vivemos imersos no Oceano Cósmico da Vida, no qual nos movemos e existimos, conforme afirmou Paulo de Tarso.

Nos níveis inferiores da evolução as Leis divinas se expressam em mecanismos automáticos, sem a participação consciente dos seres. Assim, nos minerais, as leis da química e da física orientam a agregação das partículas constituintes da matéria. Nos vegetais, outras leis, biológicas, asseguram o funcionamento de todas as espécies vegetais. Nos animais, além das leis mencionadas, encontram-se os instintos – expressão de uma inteligência providencial que garante a vida e a reprodução dos seres.

Quando atinge o patamar humano, o ser adquire a consciência de si mesmo, da sua individualidade, bem como passa a expressar o raciocínio e a inteligência de modo cada vez mais elaborado. Assim, no nível humano existe uma liberdade que não ocorre nos reinos e planos inferiores. O homem tem, dentre seus atributos, o direito de escolher, possui o livre-arbítrio. Essa liberdade encontra-se inserida nos mecanismos da Lei, que reage, automática e infalivelmente, às escolhas feitas pelo ser humano. Assim, o homem é livre para semear, mas inevitavelmente responsável pela colheita do que semeia. Eis o destino: colhe-se no presente o que se plantou no passado, e se está semeando hoje o que se há de colher no futuro.

O ser humano é mestre e aluno de si mesmo pois, à medida que age e colhe os frutos, felizes ou infelizes, de seus atos, aprende com a própria experiência os mecanismos da Lei, que lhe devolve exatamente de acordo com o que haja feito. Eis a justiça infalível, perfeita e universal.

Quando se permite refletir, orar e meditar, a pessoa entra em contato com níveis mais profundos de si mesma, onde pode perceber a presença do Criador que fala através da sua própria consciência. Quanto mais mergulha no mundo interior, mais aguçada se torna sua percepção das leis que regem a vida e seus mecanismos.

Aqueles que se rebelam, fazendo-se surdos à voz da consciência, afastam-se transitoriamente dos caminhos da harmonia e da paz. Isso inevitavelmente provoca sofrimento, que é a reação da Lei no sentido de reconduzir o ser aos caminhos corretos da evolução. A dor, portanto,  representa um chamado da Vida para que se mude de caminho, corrigindo os erros que provocaram o infortúnio e reconquistando a harmonia perdida.

Os maiores empecilhos para que se ouça a consciência são o egoísmo, o orgulho e a vaidade. Esses vícios do ego restringem e distorcem as percepções internas, não permitindo que se  reconheçam as Leis, infinitamente sábias e amorosas, que orientam a vida para o bem em todos as suas manifestações.

Nos níveis mais primitivos da evolução humana, o ser recém-saído da animalidade ainda necessita de provas rudes e lições vigorosas para que, pouco a pouco, aprenda a seguir os ditames da consciência que lentamente se desenvolve. Os espíritos mais evoluídos, que já se despojaram das ilusões da matéria e vivem com pureza, amor e sabedoria, respondem aos mínimos sussurros da Lei no sentido de corrigirem o rumo e as atitudes diante da vida. Nesses níveis elevados, o sofrimento não é mais necessário ao aprendizado, pois os seres já sentem em si mesmos a voz de Deus ecoando na própria consciência desperta. Por isso, nos mundos e planos superiores não existe o sofrimento como ocorre na Terra. Quanto mais evoluído for um ser, tanto mais sensível e obediente à consciência, portanto mais feliz. No nosso planeta, pela inferioridade moral da maioria dos seus habitantes, ainda há a necessidade do sofrimento, o qual é criado pelo próprio ser humano ao se fazer insensível aos apelos da Lei. Como ainda não responde ao suave convite do amor, precisa sentir o rude chamado do sofrimento até que desperte, compreenda e mude definitivamente para uma vida em harmonia com a Vida Universal.

Como a Lei de Deus encontra-se escrita na consciência, ouvi-la é a melhor solução para os problemas da existência. Daí a importância de silenciar os conflitos, desejos e apelos inferiores para aguçar a percepção interior. Desse modo consegue-se, a partir da intuição,  perceber cada vez com maior clareza e segurança o que seja o melhor em todas as situações da existência, principalmente nas mais desafiadoras.

Quem sinceramente busca seguir os ditames da consciência conta sempre com o auxílio dos seres mais evoluídos que assistem à Humanidade. Quem é sensível à própria consciência também o é em relação às orientações espirituais procedentes dos planos elevados, de onde os guias e mestres irradiam luzes de amor e sabedoria em benefício de todos os que se lhes tornem receptivos.

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