Cadastre-se em nosso boletim semanal

Nome:
Email:
Cadastre-se e receba as atualizações do site

Religião Dos Espíritos

Cada pessoa, na busca de sentido transcendente à própria vida, segue os preceitos espiritualistas que mais lhe convêm e professa a religião que melhor lhe serve aos propósitos.

Observam-se os mais diversos movimentos religiosos em todo o mundo, reflexos da diversidade sociocultural da humanidade e do heterogêneo nível evolutivo dos seres do nosso planeta.

Com relação às crenças dos desencarnados ocorre fenômeno interessante.  Muitos seres, após a morte, seguem professando, ainda que temporariamente, a mesma religião que cultivavam enquanto encarnados. Os espíritos ainda ligados aos condicionamentos e convencionalismos terrenos podem continuar, mesmo desencarnados, reféns de preconceitos e limitações a que se vincularam. Pode-se morrer para o corpo e não para as crenças e tradições cultivadas.

Existem nos planos extrafísicos locais em que se reúnem e agrupam seres que compartilham as mesmas concepções religiosas. Tal ocorre por sintonia vibratória. Não somente durante a vida física, mas igualmente além das fronteiras da morte, continua havendo diversidade de crenças e práticas religiosas.

Inúmeros desencarnados não são espíritas. Em muitos países e em diversos povos nunca se ouviu falar de Espiritismo, portanto é natural e compreensível que, ao desencarnar, as almas pertencentes a esses grupos continuem professando a crença religiosa que manifestavam na Terra.

Muitos espíritos nem sequer têm consciência de que desencarnaram, permanecendo por períodos mais ou menos longos em relativa falta de lucidez, portanto temporariamente impedidos de cultivar qualquer forma de espiritualidade. Alguns, mesmo relativamente despertos, seguem condicionados a crenças restritivas e limitadoras, até que lhes seja possível maior nível de compreensão. Outros, mais evoluídos, por sua elevação, rumam a esferas de Luz muito acima da nossa capacidade de compreensão, onde a religiosidade se manifesta além de qualquer concepção humana.

O Espiritismo trouxe ao mundo nova fase de revelações da vida após a morte, retirando diversos véus que havia em torno da existência espiritual. Oferece-nos valiosas informações das mais diversas condições de vida que há nos planos sutis adjacentes à crosta planetária.

A Doutrina Espírita se mostra útil não apenas durante a encarnação, mas igualmente após a morte. Fornece valiosos ensinamentos que, ao serem vivenciados, transformam-se em patrimônio inalienável da alma, a qual se torna portadora de bênçãos que a acompanharão em qualquer plano onde se encontre.

A morte, como sabemos, nada mais é do que mudança de plano vibratório, quando o ser se despoja do envoltório material que usou durante a jornada terrena.

Quem morre continua sendo exatamente quem é, sem mudanças radicais em sua estrutura psíquica. À medida que se adapta à nova dimensão em que passa a viver, os horizontes de entendimento tendem a se ampliar, inclusive quanto às concepções religiosas. Aos desencarnados, livres do envoltório físico denso, torna-se mais fácil compreender certos conceitos espiritualistas, os quais para os encarnados ainda é de difícil assimilação, devido à hipnose que os sentidos físicos exercem na percepção do espírito.

Quem haja sido católico, protestante, muçulmano ou hindu, ao desencarnar, pode conservar os traços da sua religião, bem como os condicionamentos culturais a que se habituou. Há até mesmo os fanáticos que continuam, no Além, presos aos próprios preconceitos. Por outro lado, os seres mais evoluídos facilmente se libertam das injunções do meio a que se vincularam, experimentando a plenitude da vida espiritual. Quanto mais evoluída for a consciência, menos influência conservará do meio material em que viveu.

Existem, nos planos mais elevados, movimentos espiritualistas sem correspondência no mundo em que vivemos. As concepções religiosas mais avançadas para nossa humanidade são noções elementares se comparadas à sublimidade dos planos em que se situam os seres já sublimados no amor e na sabedoria.

Há casos em que os seres mais evoluídos professam, enquanto encarnados, determinada religião  como instrumento de serviço e amor aos seus irmãos, sem qualquer apego a dogmas, limitações ou condicionamentos. Quando desencarnam, livres pela consciência pacificada, se despojam de qualquer resquício de crença restritiva, alçando voo aos planos sublimes a que fizeram jus pela pureza que os caracteriza.

Da mesma forma que ocorre aos encarnados, nos planos sutis do nosso planeta existem cultos religiosos, instituições filosóficas, escolas e cursos em que são estudados e ensinados princípios espiritualistas de diversos sistemas doutrinários. Mesmo com as ricas informações mediúnicas que nos foram ofertadas sobre a vida além da matéria, ainda há um universo desconhecido para nós acerca das condições de vida no Além, inclusive quanto às práticas religiosas dos espíritos.

Com relação aos desencarnados, quanto mais elevada for a região espiritual que habitem – reflexo do nível evolutivo que atingiram – mais próximos da verdade estarão os seres que lá vivem, e mais puras as suas manifestações religiosas. À medida que se elevam em consciência, mais se irmanam os seres, e não mais existem as barreiras que os separavam, diluídas pelo Amor universal.

O amor e a sabedoria caracterizam os espíritos superiores, qualquer que tenha sido a religião que hajam professado durante a encarnação. Enquanto na Terra, Francisco de Assis foi católico, Sathya Sai Baba hindu, Paramahansa Yogananda iogue e Chico Xavier espírita. Como espíritos, todos eles são almas libertas que viveram e continuam, além da matéria, inspirando a humanidade terrena e professando a Religião Cósmica do Amor.

Curta e Compartilhe esse artigo no Facebook!

Mais artigos deste autor