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A Música

A música sempre fez parte de todos os povos e culturas, como expressão espontânea de estados de espírito, emoções, ideias, ideais, enlevo... Como afirma Victor Hugo: “A música expressa o que não pode ser dito em palavras, mas não pode permanecer em silêncio”.

A arte, em todas as suas formas, é meio pelo qual o ser exterioriza o potencial criativo de que todos os homens são dotados. A música é uma das inúmeras manifestações artísticas de que o ser humano faz uso para se expressar criativamente.

Toda música, além de aspectos rítmicos e melódicos, é portadora de conteúdo emocional. Todos já tiveram emoções evocadas por alguma música em particular: lembranças, saudade, alegria ou tristeza, entusiasmo...

Há aspectos mais profundos da música, que são as vibrações que carrega e os efeitos que provoca em quem a ouve. Cada melodia tem um teor vibratório e possui características próprias. Ocorre com a música o mesmo que se dá em outras áreas da expressão artística. Cada obra, das mais degradantes às mais sublimes, reflete quem a criou, sendo expressão viva do seu autor.

Cada música possui mensagem particular e conteúdo específico. Muitos compositores desequilibrados extravasam, através da música, seus conflitos, excentricidades, psicopatologias e crises existenciais. Outros, missionários celestes, expressam em sons o amor, as alegrias e riquezas de sua alma pura e elevada.

O momento conturbado em que vivemos, de transição planetária, tem favorecido o surgimento de estilos musicais de conteúdo e forma contrários aos propósitos regeneradores e evolutivos.

Existem forças obscuras atuando em todos os âmbitos da vida planetária, procurando incitar os seres humanos ao desequilíbrio, violência, conflitos e sofrimentos. As inteligências situadas nas regiões umbralinas e trevosas planejam e inspiram o surgimento de estilos musicais muito difundidos na atualidade, os quais provocam desequilíbrios de toda ordem, psíquicos e físicos, individuais e grupais. São hipnoses coletivas compartilhadas por milhões de seres, semiconscientes e invigilantes. As músicas corrompidas, inspiradas nessas forças, produzem desajustes e envenenam a aura de quem lhes presta atenção e as ouve habitualmente. Tais músicas contêm mensagens subliminares, quando não ostensivas, de incitamento a todo tipo de desequilíbrio e degradação.

Vivemos numa época de acesso quase ilimitado a qualquer tipo de música. Por isso, nunca foi tão necessário educar as pessoas, desde a infância, para que se tornem sensíveis às manifestações mais puras de beleza e harmonia. Da mesma forma que não se comem alimentos estragados, não se deveria ouvir músicas de conteúdo ou forma desarmônicos, destrutivos.

A música satura o ambiente de energias compatíveis com o teor vibratório do seu conteúdo. As músicas podem purificar ou contaminar um local, dependendo das vibrações e da mensagem que carregam. Os ambientes onde são tocadas músicas degradantes tornam-se psiquicamente contaminados e extremamente nocivos a quem os frequenta. Quem aprecia tais músicas não tem consciência dos males que causa a si e ao meio em que vive. Ocorre um embotamento sensorial, com perda da percepção estética sutil, do gosto pelo belo e do senso de autopreservação e de integridade.

A música exerce grande influência sobre o ser humano, maior do que comumente se supõe. Além da melodia carregada de vibrações específicas, a letra pode ter conteúdo capaz de influenciar multidões com sua mensagem. Quem busca uma vida espiritualizada e equilibrada, naturalmente escolherá músicas que expressem, tanto na melodia quanto na letra, harmonia, beleza e elevação.

Faz parte da cultura espírita o uso de músicas durante diversas atividades doutrinárias. Os centros espíritas, como núcleos destinados à elevação espiritual dos seus frequentadores, devem oferecer músicas as mais belas possíveis. Além de todos os procedimentos que têm lugar na casa espírita, a música elevada transforma-se em mais um valioso instrumento terapêutico e purificador. O mesmo critério utilizado na seleção dos livros para estudo no centro deve ser aplicado na escolha das músicas a serem executadas no ambiente espírita.

Espíritos evoluídos vieram à Terra e deixaram, através da música, precioso legado de beleza e harmonia que até hoje deslumbra seus admiradores. Compositores como Bach, Mozart e tantos outros vieram de planos espirituais mais evoluídos que a Terra contribuir, com sua música, para a elevação do nosso planeta.

A música é instrumento e ferramenta da alma, pela qual se criam expressões materiais de estados de espírito diversos. Pode e deve ser utilizada como valioso instrumento de cura, harmonização, paz e alegria. É o caso da musicoterapia, especialidade que utiliza os mais diversos sons e melodias com fins terapêuticos. Além dos seres humanos, os animais e as plantas também são sensíveis e responsivos aos estímulos musicais.

A música é a magia dos sons, a arte de produzir, mediante combinações de sons e ritmos, mensagens que encontrem receptividade e ressonância na alma humana.

Os músicos, sejam compositores ou intérpretes, têm, perante a vida e a própria consciência, responsabilidade por tudo o que criam e divulgam, bem como pelos efeitos, positivos ou negativos, da sua arte sobre os ouvintes. Para que se criem obras enriquecedoras para a humanidade, é necessário que os artistas aliem espiritualidade à sensibilidade que possuem. Como disse Emmanuel: “Cada Espírito escolhe a força em que se inspira”. Para que seja veículo de beleza, harmonia e alegria, o músico deve realizar um trabalho de espiritualização e purificação de si mesmo, para que se torne, ele próprio, instrumento afinado nas mãos do Divino Compositor.

Os Espíritos desencarnados contam que nos planos elevados e nos planetas mais evoluídos que a Terra a música assume dimensão sublime, refletindo o estado de consciência dos habitantes desses mundos. Afirmam que a música terrena, para eles, soa como os ruídos primitivos aos nossos ouvidos.

Quando o ser desperta a consciência espiritual e busca verdadeiramente a felicidade pela autotransformação, escolhe ouvir músicas inspiradoras e elevadas. Sua sensibilidade se apura e percebe facilmente o teor vibratório do que ouve. Torna-se muito mais seletivo com relação aos sons que escolhe ouvir e compartilhar. Assume a responsabilidade individual e coletiva de gerar e difundir vibrações saudáveis.

Existe música nos sons da natureza; no silêncio do Criador que canta através da voz humana; na celebração da vida, da beleza e da alegria; nas palavras que expressam fraternidade e amor; na harmonia divina que canta na acústica da alma, trazendo ao coração humano um pouco do céu...

O verdadeiro músico é médium da beleza e da harmonia, e a música pode ser mensagem celeste em forma de sons...

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