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Os Anjos

OS ANJOS


Seres elevados, emissários divinos, portadores de mensagens especiais, dotados de virtudes celestiais e poderes sobre-humanos... A presença dos anjos entre os humanos sempre foi objeto de referência nas mais diversas tradições religiosas.

Há inúmeros relatos bíblicos sobre os anjos, como seres com atributos divinos, em missão de interceder em favor de alguém ou de algum povo, trazer avisos, mensagens ou ordens superiores...

Apesar de objetos de muitos comentários e referências na literatura espiritualista e religiosa, os anjos sempre estiveram envoltos em mistérios, quanto à sua natureza, origem, atributos e funções. Alvos de controvérsias e interpretações contraditórias, ainda hoje suscitam especulações e divergência de opiniões a seu respeito.

A Doutrina Espírita tem contribuído grandemente para a compreensão dos anjos. Inúmeras obras, desde O Livro dos Espíritos, trazem referências esclarecedoras, destituídas de mistificações ou superstições, a respeito dos seres angelicais. Como vivem em regiões sublimes, em estado de consciência que muito ultrapassa nossa capacidade de compreensão, os anjos continuariam a ser enigmas para nós, caso não tivéssemos recebido informações a seu respeito pela literatura mediúnica. A mediunidade funciona como ponte que nos permite acesso a conteúdos além do nível vibratório em que vivemos.

Segundo o Espiritismo, anjos são seres que atingiram a condição de espíritos puros, isto é, se despojaram completamente das imperfeições humanas. Gozam de inalterável felicidade, pois são livres de quaisquer limitações próprias dos humanos. Vivem na plenitude da presença divina, pois já se integraram plenamente na Consciência Cósmica.

Espíritos como Emmanuel, André Luiz e Bezerra de Menezes, quando afirmaram, por via mediúnica, que ainda estamos longe da angelitude, indiretamente indicaram o destino que nos está reservado. Mesmo estando distantes, caminhamos para nos tornarmos, um dia, anjos. Tal é o destino de todos, ainda que longínquo para muitos. Essa informação é esclarecedora e confortadora, motivando-nos ao progresso e ao despertar dos nossos potenciais latentes, para que os manifestemos.

Todos os seres são anjos em potencial. Mesmo os homens que estagiam temporariamente na ignorância ou na criminalidade, cometendo os atos mais aviltantes, um dia, após longos períodos de expiações, aprendizagem e refazimento dos próprios caminhos, se purificarão até alcançarem a angelitude.

Os anjos, espíritos libertos das reencarnações nos mundos materiais, são seres plenos de amor e sabedoria. Cumprem os desígnios divinos com perfeição. Orientam a evolução dos irmãos menores, que estagiam nos reinos inferiores da criação. Manifestam plena capacidade criativa, por isso mesmo inspiram e guiam o desenvolvimento e progresso nos vários setores da vida planetária.

Frequentemente, mesmo na literatura espírita, são feitas referências a anjos quando, na verdade, se trata de seres que, embora superiores, ainda não alcançaram a condição de espíritos puros. É o caso dos guias espirituais, frequentemente chamados de anjos guardiães.

Para que o homem chegue à condição de anjo, deve percorrer longo caminho de aperfeiçoamento, realizações nobres e purificação em todos os níveis do seu ser. Precisa desenvolver e manifestar plenamente o amor, a sabedoria e a pureza, juntamente com todas as outras virtudes que as acompanham.

Os seres angelicais sempre foram, nas comunidades que acreditam na sua existência, símbolos de pureza, elevação e manifestação do divino entre os homens. Sempre inspiraram nos seres humanos algo superior, sublime, inefável...

Em maravilhosa síntese, o médium espírita Divaldo Franco afirmou, em uma de suas palestras: “A consciência evolui, do átomo ao anjo. O átomo de hoje será o anjo de amanhã, assim como o anjo de hoje foi o átomo de ontem”. O dito acima resume a trajetória multimilenar do espírito no rumo da plenitude.

De acordo com ensinamentos espiritualistas, o homem não pertence mais ao reino animal, pois suas habilidades e evolução o levaram a ingressar num reino à parte, chamado reino hominal. Os anjos pertencem a um reino superior ao humano, que é o reino angélico. O homem está, evolutivamente, portanto, entre o animal e o anjo. O animal representa o passado de instintos e o anjo simboliza nosso futuro sublime de amor e sabedoria. A condição humana é, pois, transitória, pois viemos da animalidade e rumamos para a angelitude. Não somoshumanos; estamos humanos. Vivemos entre o animal que já fomos e o anjo que seremos.

Os anjos não possuem o livre-arbítrio como os humanos o compreendem. O homem pode escolher entre o bem e o mal, entre ajudar ou prejudicar alguém, entre colaborar ou não com o progresso. Os anjos, já integrados na harmonia com a Vontade Divina, não podem fazer esse tipo de escolha. Estão além do livre-arbítrio humano, pois já conquistaram a plena liberdade do espírito; estão livres das consequências de escolhas erradas, que para eles não existem. Realizam com infinita alegria as tarefas de auxílio aos irmãos dos reinos inferiores, inclusive os seres humanos.

O homem sempre recebe inspiração dos seres angélicos e conta com sua presença e auxílio quando cultiva a oração, meditação, pureza de conduta e serviço ao mundo.

A semente angelical se desenvolve em nós à medida que cultivamos e exercitamos as virtudes mais elevadas, até que nossos potenciais divinos floresçam e frutifiquem plenamente nosJardins da Criação Universal.

Mais importante que qualquer especulação acerca da natureza dos anjos – por enquanto inacessível a nós – é sabermos que somos anjos em potencial. Como seres espirituais, criados à imagem e semelhança do Pai, nossa natureza essencial é divina. Ter consciência do nosso destino sublime é reconfortante e motivador das conquistas elevadas a que devemos nos empenhar para a própria felicidade, desde o aqui e agora.

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