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Superando a Depressão

O número crescente de casos de depressão tem chamado a atenção de especialistas da saúde mental, bem como da população em geral, perplexos diante de quadro tão disseminado quanto desafiador.

Por que tantas pessoas sofrem atualmente de transtornos depressivos, apesar de todos os avanços das ciências médicas, farmacológicas e psíquicas?

A depressão é tema amplo e abrangente, que vem merecendo estudos de cientistas em todo o mundo. É quadro complexo, de múltiplas faces, que, para ser tratado corretamente, necessita primeiro de um diagnóstico adequado e preciso, feito idealmente por médico psiquiatra. Há vários tipos de depressão, com etiologias, comorbidades e prognósticos diversos, necessitando de exames e acompanhamento profissional especializado. Caso não seja corretamente diagnosticada e tratada, pode se agravar e tornar crônica, com riscos potenciais à vida do paciente.

Muitos casos de depressão estão associados com ou são causados por doenças orgânicas, e precisam de tratamento que restabeleça as funções fisiológicas, com consequente melhora do quadro depressivo.

Quando uma perda afetiva, contrariedade ou frustração não foi convenientemente elaborada, pode suceder um quadro depressivo. Desde que se aceite a perda, com a correspondente tristeza e o pesar pela mudança inevitável, dá-se um passo além nas etapas de elaboração do luto psíquico, facilitando a liberação e evitando-se a depressão, que é um amortecimento emocional para não enfrentar a dor das perdas.

A depressão pode significar, entre outras coisas, raiva não exteriorizada mas, ao contrário, dirigida a si mesmo, em processo autodestrutivo. Reconhecer a própria agressividade e aprender a manifestá-la de forma mais saudável e construtiva até conseguir superá-la é um dos caminhos da cura. Esse processo de conscientização pode necessitar da ajuda de profissional especializado.

Após o diagnóstico psiquiátrico, o tratamento médico inicial pode ser feito com medicamentos, convencionais ou não, como é o caso da homeopatia, que pode oferecer excelentes resultados, por sua ação profunda e abrangente. O tratamento homeopático age inclusive nos sistemas de energia do paciente: chacras ou centros de forças, meridianos energéticos e camadas do campo áurico ou perispírito.

O indivíduo depressivo deve ser encaminhado para tratamento psicoterápico, pois o psicólogo tem papel fundamental de auxiliar o paciente a compreender o processo pelo qual passa e iniciar a jornada de autotransformação e autocura.

A Doutrina Espírita, como proposta renovadora, pode contribuir inicialmente com os recursos terapêuticos do atendimento fraterno, prece, passes, água fluidificada. Em fase posterior, se a pessoa tiver condições clínicas, a leitura, os cursos e demais atividades contribuirão para a melhoria gradual do paciente.

Não existem dois pacientes depressivos iguais. Embora haja sintomas comuns e necessários como critério diagnóstico, cada ser manifesta nuanças próprias e particularidades que individualizam o caso. Existem desde as depressões leves e de curta duração, até as muito graves, com risco de suicídio, necessitando de intervenção especializada.

As obsessões espirituais desempenham papel preponderante no desencadeamento, agravação ou permanência dos processos depressivos. Uma pessoa que tenha predisposição genética para a depressão, se houver fator desencadeante pode, pela queda do tônus vital, ser assediada por espíritos obsessores. Em outros casos, as obsessões pertinazes podem desencadear, em quem for suscetível, quadro depressivo. A desobsessão, quando necessária e bem realizada, é de grande ajuda ao processo terapêutico.

Independentemente de qual seja a participação de possível obsessão em um quadro depressivo, o paciente deve sempre estar sob tratamento médico e psicológico.

Muitas pessoas confundem inúmeros quadros psicopatológicos e mesmo orgânicos, colocando-os todos no rol das depressões, causando mais prejuízos que benefícios aos pacientes, pois várias doenças físicas podem apresentar sintomatologia depressiva ou estar associadas à depressão, necessitando de tratamento médico.

O médium Divaldo Franco, em seminário sobre o assunto, orientou com ênfase a que os trabalhadores do centro espírita não formulem nenhum suposto diagnóstico nem façam qualquer sugestão quanto a tratamentos aos quais a pessoa deva se submeter, exceto os recursos que o núcleo espírita possa oferecer.

Já vimos muitos casos de opiniões inconsequentes, conselhos descabidos e orientações absurdas sobre supostas depressões de pessoas frequentadoras de grupos das mais diversas religiões. Não que a medicina e a psicologia sejam os únicos instrumentos terapêuticos, o que não são, mas nos casos de provável depressão o paciente não deve prescindir de diagnóstico, tratamento e acompanhamento especializados. No caso dos procedimentos espíritas terapêuticos, os mesmos têm seu lugar de importância e podem contribuir muito na cura do paciente.

A depressão pode ter vários significados para a alma que a experimenta. Representa período de mergulho nas profundezas do ser, onde se encontram as sombras e a escuridão que precisam ser iluminadas.

A Terra passa atualmente por grande transformação, em que todos os seres também estão em crise de mudança. A depressão representa uma “morte em vida” e, desde que superada, pode significar um renascimento, uma nova vida, em outro nível de consciência. O ser deprimido encontra-se num “beco sem saída”: sente que não pode mais viver da mesma forma, e deseja, sem saber como, fugir do imenso sofrimento. Na verdade as partes doentes e disfuncionais da personalidade – tudo o que não é mais útil nem suportável – podem e devem “morrer”. O ser precisa desfazer-se do que esteja em desarmonia com a manifestação de sua pura essência divina.

O Espiritismo esclarece que o suicídio – pensamento e desejo recorrentes em muitos casos de depressão – jamais resolve qualquer problema; muito ao contrário, agrava-os imensamente. Se alguém sente-se deprimido a ponto de desejar a própria morte, deve procurar imediatamente ajuda especializada, tanto médica quanto espiritual.

Sabemos que os medicamentos não possuem pleno efeito curativo sobre a depressão, mas são capazes de controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente. Se este, durante a melhora, aproveitar a oportunidade para se descobrir interiormente, realizando as transformações e necessárias mudanças de vida, pode abreviar o período de sofrimento ou até mesmo antecipar a cura, caso se transforme o suficiente para entrar em novo padrão de conduta e, portanto, vibratório.

Ajuda valiosa pode ser a conversa íntima entre a personalidade e a alma, na qual o ser encarnado pergunta à própria alma o que deve fazer para cumprir as tarefas para as quais reencarnou. Pode fazê-lo antes de dormir, pois durante o sono existe contato mais fácil com as camadas profundas do ser. Esse contato auxilia na reconciliação entre a alma e a personalidade, etapa fundamental na cura da depressão.

Boa parte das depressões, sob o ponto de vista espiritualista, resulta de cargas psíquicas densas acumuladas desde encarnações pregressas, somadas a uma rebeldia atual em relação ao programa retificador pela reencarnação. Existe uma resistência à mudança, um padrão arraigado no psiquismo profundo que precisa ser compreendido e transcendido para que a chama divina possa voltar a ser sentida e novamente brilhar. O ser deprimido “cortou” os laços de amor com a Vida e “desligou-se” da Divina Fonte. Daí a dificuldade atual para sentir e perceber os aspectos positivos, saudáveis e luminosos da vida. A terapia antidepressiva, quando holística e bem sucedida, favorece a religação com as fontes de vitalidade, energia e alegria.

Desde que aceite as lições que a depressão ensina, e se empenhe na transmutação das energias psíquicas que necessitem de purificação, o ser pode entrar em contato com novas realidades luminosas e saudáveis, recomeçando nova vida na mesma encarnação, pondo fim a tudo o que não serve mais ao seu projeto evolutivo. É o despojamento do que impedia a realização da alma através da personalidade atual.

A superação da depressão pode requerer paciência, perseverança e constante busca de autossuperação. Sempre existe uma saída, sempre há um tratamento, sempre é possível alguma melhora. Quando nada disso pareça funcionar – existem casos refratários a várias terapêuticas – que se continue procurando recursos de cura, com a certeza de que qualquer sofrimento, por mais doloroso, é passageiro e dará lugar a um grande aprendizado e crescimento espiritual libertador. Optar sempre pela vida, por uma nova vida, mais plena e abundante. Buscar sempre a conexão com a Fonte Divina que nos supre de tudo para nossa plena realização. Jamais desistir da cura, pois ela sempre virá, de uma forma ou de outra, desde que se tenha calma e se submeta aos recursos reparadores de que a vida se utiliza para nossa corrigenda.

Exercitar a fé e procurar a valiosa terapia do serviço e da caridade traz renovação à própria vida e é excelente recurso, pois pela força mágica e curativa do amor – a si mesmo e ao próximo – se reconquista a alegria de viver. O mínimo gesto de bondade e doação que se consiga fazer abrirá caminhos para que a energia de cura se instale e opere as mudanças necessárias. Aos poucos, pela prática crescente do bem, aliada à reeducação mental e emocional, recupera-se o bem-estar e ruma-se na direção da cura plena.

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