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O Homem e os Animais

Seres humanos e animais sempre conviveram, em todas as épocas e lugares do mundo. Os dois reinos, o animal e o humano, compartilham a jornada evolutiva em diferentes níveis de consciência.

O reino animal, do qual fazem parte milhares de espécies, é conquista evolutiva multimilenar, com seus representantes tendo adquirido características adaptativas peculiares aos diversos ambientes em que vivem na Terra.

Ao longo do seu desenvolvimento histórico, à medida que o homem aperfeiçoou-se tecnicamente, com instrumentos e armas mais aprimorados, passou a utilizar a sua supremacia intelectual para subjugar e explorar os animais, até mesmo para dizimá-los, o que vem ocorrendo, de outras formas, até a época atual.

Refletindo sobre as atitudes do ser humano em relação aos animais, desde os registros mais antigos de que temos notícia, percebemos que estes sempre sofreram com a crueldade dos homens, tendo sido explorados, mortos e usados como mercadoria de trocas comerciais, sem qualquer consideração e respeito à sua dignidade de seres vivos criados por Deus. Ainda hoje inúmeras formas de maus tratos são cometidas contra os irmãos do reino animal, como por exemplo a crueldade de aprisionar pássaros em gaiolas, privando-os da liberdade de voar. Até há pouco tempo a caça era prática habitual entre os homens. Muitas pessoas ainda não têm consciência de como maltratam os animais, ou simplesmente ignoram seus irmãos menores.

Todas as formas de maus tratos praticados contra os animais refletem o nível de egoísmo em que vive grande parte da humanidade terrena. Precisamos aprender a nos relacionar com o reino animal com base em uma visão espiritualista, que nos desperte, eduque e oriente.

Muitas pessoas possuem animais domésticos, não como expressão do amor que doa e cuida, mas para suprir carências, transferindo para os animais a afetividade que são incapazes de compartilhar com outros seres humanos. Consideram os seus bichos como posses materiais, expressando ciúme e apego, reflexos de distúrbios afetivos. Se a interação entre humanos e animais domésticos for saudável, ambos se beneficiam da convivência e das trocas enriquecedoras. Por outro lado, existem os que dizem sentir profunda compaixão pelo menor sofrimento de um animal, mas são indiferentes aos seres humanos abandonados e carentes.

Os animais, criaturas de origem divina, possuem um princípio espiritual, anímico, mais ou menos desenvolvido, dependendo da espécie a que pertençam e ao desenvolvimento que hajam logrado dentro da mesma espécie. Por exemplo, entre os cães existem desde os selvagens até os completamente domesticados e adaptados à convivência com os humanos. Também diferem grandemente em atributos de inteligência e afetividade. Os animais mais evoluídos possuem um corpo astral ou perispírito rudimentar, ainda distante do envoltório áurico dos humanos. Alguns, mais individualizados e evoluídos, apresentam traços característicos de personalidade, como carinho, ciúme, apego, tristeza e alegria, etc.

O reino animal precede, na escala evolutiva, o reino humano, o qual, por sua vez, situa-se entre os animais e o reino angélico. Tudo se encadeia e se relaciona na harmonia da vida universal. Os animais fazem parte da incomensurável corrente evolutiva. Nós, seres humanos, pelos atributos da razão e dos sentimentos já conquistados na jornada evolutiva, temos a tarefa sagrada de cuidar dos animais com todo o respeito, auxiliando a sua evolução. Todos nós, como humanidade, possuímos uma grande dívida cármica com o reino animal, pelo que temos feito com esses irmãos menores durante milênios de crueldade e egoísmo.

Cada reino - mineral, vegetal, animal e hominal - tem um papel a desempenhar no plano evolutivo planetário, e deve estar em harmonia com os demais, em mecanismo de cooperação. Como o ser humano é o único que possui o livre-arbítrio, compete ao homem tomar consciência de sua responsabilidade perante os demais reinos e mudar sua conduta, aprendendo a manifestar respeito e amor em escala mais ampla e abrangente.

Cabe a nós, humanos, a tarefa de proteger os irmãos dos reinos inferiores. Não é coerente que alguém que despreza os animais, se alimenta deles e até os maltrata, depois, em prece, peça a proteção e o amparo dos guias e benfeitores espirituais. Somos responsáveis por cooperar com a vida animal e sua evolução, da mesma forma que esperamos e oramos pelo auxílio dos espíritos superiores. O reino animal precisa de nós como necessitamos dos seres angelicais.

Podemos observar, como prenúncio de uma nova era planetária, o surgimento de inúmeras organizações e movimentos em defesa dos animais, os quais procuram conscientizar a população quanto à necessidade de tratá-los de forma digna e amorosa. As pessoas envolvidas em tais projetos e ações revelam sensibilidade e consciência espiritual desperta.

Muitos seres que compreendem a relação entre os reinos da natureza e respeitam os animais optam por uma alimentação vegetariana. Existem desde aqueles que não comem carnes, mas se alimentam de ovos e laticínios, até os que se abstêm de todo alimento de origem animal, que são os veganos. As opções de vegetarianismo dependem não só do nível de consciência de cada um, mas também das necessidades de cada organismo e da constituição individual. A Doutrina Espírita não prega nem impõe o vegetarianismo, mas esclarece e orienta quanto aos benefícios evolutivos de se abster do consumo de carnes. Em vários eventos espíritas recentes, inclusive com o médium Divaldo Franco, têm sido oferecidos lanches vegetarianos, demonstrando o caráter evolutivo da doutrina. Esse é um dos aspectos que será incorporado aos hábitos da nova Terra, em que os animais serão poupados ao sacrifício que lhes é imposto até o presente. Aqueles que despertam para a necessidade de uma alimentação vegetariana, por compaixão pelos animais, bem como por razões ambientais e de saúde, devem fazê-lo gradualmente e sob orientação de profissional da saúde.

Todos os reinos e planos da natureza possuem guias e protetores. O reino animal conta com infindáveis seres espirituais, de diferentes ordens hierárquicas, que orientam e guiam a sua evolução, oferecendo os impulsos espirituais necessários. O plano evolutivo dos animais é tão vasto e complexo que por enquanto a humanidade encarnada não tem condições de compreendê-lo. Na nova era planetária muitas informações adicionais serão reveladas para que o ser humano possa participar mais ativa e construtivamente no auxílio a todos os seres da natureza.

Após a transição planetária pela qual estamos passando, no mundo de regeneração, a relação do ser humano com os reinos da natureza e, portanto, com os animais, será muito diferente da atual. Serão considerados e tratados com profundo respeito, pois o homem da era nova verá em cada um deles um irmão, como fazia Francisco de Assis, o amigo dos animais. Francisco vivia em tamanha harmonia com a natureza que conversava com os animais, chamando-os a todos de irmãos, abençoando-os e transmitindo a eles seu amor e ternura. Era capaz de amansar animais ferozes, pela sua vibração elevadíssima, e quando falava aos seus discípulos, os pássaros celebravam sua presença em grandes revoadas.

Que possamos considerar os animais como manifestações divinas, compreendendo que têm direito à vida, saúde e condições dignas de existência. A prática da caridade inclui, naturalmente, o cuidado com os animais, e é, portanto, tarefa de todos que seguem um caminho espiritual. Com essa atitude iremos criar uma relação cada vez mais harmoniosa entre todos os seres com os quais convivemos, cooperando na construção do mundo melhor e mais feliz que todos almejamos.

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