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Educação Infantil

Todos sabemos, cada vez com mais clareza, da importância da educação infantil para o desenvolvimento saudável da criança e o bem de toda a sociedade.

Sem entrarmos em teorias pedagógicas, que fogem do nosso entendimento, abordamos a questão pelos referenciais espiritualistas.

Muitos pais e educadores creem que basta que as crianças frequentem uma boa escola para que a necessidade educacional seja suprida. A questão é mais profunda e abrange âmbitos diversos da existência. Precisamos ter concepção mais ampla e holística do processo educativo.

É certo que os pais, em princípio, desejam que seus filhos sejam bem educados e futuramente tenham uma vida saudável, produtiva e realizadora.

O processo de educação, sob a perspectiva espiritualista, começa antes do nascimento dos filhos, com a educação dos futuros pais. Primeiro é necessário que se conheçam, reconheçam os traços de caráter que precisam modificar, que busquem um caminho de espiritualização para seu autoaprimoramento integrado. Só depois deveriam se dispor a trazer ao mundo físico, pela reencarnação, seus futuros filhos.

Aspecto fundamental, porém ignorado pela maioria das pessoas, é a influência da concepção no futuro dos filhos. Na relação sexual com fecundação, os pais, através das células que dão início ao novo ser biológico, imprimem nas mesmas suas próprias energias e vibrações. É essencial que a relação ocorra em clima de pureza, harmonia e amor, para assegurar componentes vibratórios puros que muito beneficiarão o futuro filho.

Durante a gestação, o casal deve manter clima de paz e estabelecer contato amoroso com o ser reencarnante, que já se encontra ligado à estrutura energética e física da gestante. A mulher grávida deve prestar especial atenção não apenas à alimentação e exames médicos convencionais, mas também aos pensamentos e emoções que cultiva, ambientes que frequenta, companhias que escolhe, músicas que ouve, pois esses e outros fatores alimentam energeticamente o feto com vibrações específicas, que podem beneficiá-lo ou prejudicá-lo.

Desde a concepção, o casal pode orar, meditar e estabelecer contato sutil com o espírito reencarnante, acolhendo-o afetivamente e afirmando sua condição de ser bem-vindo, iniciando ainda no ventre materno relacionamento saudável e educativo com o futuro bebê.

Após o nascimento, dentre os inúmeros fatores já conhecidos pelos especialistas, a convivência pacífica e harmônica do casal tem grande influência no desenvolvimento psíquico infantil, bem como o exemplo dos pais em cada atitude, que é o fator educativo mais poderoso a influenciar seu filho. As crianças, sem que o saibam, captam sutilmente as informações dos pais, mesmo que estes queiram escondê-las ou disfarçá-las, inclusive as vibrações, favoráveis ou não, que  emitem. Se os pais alimentam algum vício, por exemplo, indiretamente ensinam o mesmo aos filhos com o exemplo deseducador.

Educar é desenvolver a inteligência, o coração e o espírito. Espera-se muito das escolas, esquecendo-se de que a função principal da instituição escolar é dar instrução, ou seja, transmissão de conhecimentos, cabendo aos pais a tarefa essencial da educação, que é o desenvolvimento de valores e princípios éticos que orientarão a conduta dos filhos por toda a vida. Só quem sabe pode instruir, e só quem é educado pode educar. Não basta instruir; é preciso educar. O ser instruído mas não educado pode fazer o mal; o ser educado, mesmo se não instruído, será bom. A instrução serve de instrumento para que o indivíduo bom possa fazer melhor o bem que deseja. A educação serve para que o indivíduo instruído aprenda a usar seus conhecimentos para o bem.

É fundamental que a criança cresça e conviva em ambiente educacional de liberdade e alegria, condições que favorecem o desabrochar das potencialidades criativas e o florescimento do aprendizado. Por isso é tão necessário que haja clima acolhedor e amoroso durante o processo educativo.

A orientação espiritual é aspecto fundamental da educação infantil. Os pais podem ficar em dúvida entre impor suas crenças e convicções religiosas aos filhos ou dar-lhes liberdade para escolherem seus próprios caminhos, se e quando o quiserem. Os conhecimentos espirituais dos pais aliados à sua consciência e intenção correta os guiará a instruírem seus filhos, desde cedo, sobre os valores e princípios espiritualistas, respeitando os limites e receptividade individuais, bem como esclarecendo-os de acordo com o desenvolvimento e compreensão de cada criança.

À medida que percebem as tendências, preferências e atitudes dos filhos, os pais se habilitam a saber em que áreas devem trabalhar com mais atenção e afinco na educação de cada um. Sabemos que as crianças são espíritos em longa jornada evolutiva, apresentando-se momentaneamente sob o aspecto infantil. Isso é providencial, pois o esquecimento do passado e a nova oportunidade reencarnatória abrem-lhes possibilidades de corrigir antigos vícios, desvios de conduta e de caráter, desenvolver faculdades e aptidões, tarefas que os pais assumem como cooperadores da evolução do pequeno ser que lhes foi confiado pela Vida.

Os responsáveis pela educação infantil devem estar atentos ao conteúdo informativo que chega até as crianças, filtrando tudo o que seja inconveniente, degradante ou prejudicial. Os meios de comunicação exercem imenso poder sobre elas e é urgente que pais e educadores selecionem cuidadosamente aquilo que expõem à influenciável mente infantil. Jogos, brinquedos, literatura, mídias eletrônicas, tudo deve merecer cuidado e atenção dos pais.

Quando crescem e conquistam maior autonomia e independência, os filhos se tornam cada vez menos influenciáveis pelos pais e buscam, naturalmente, seus próprios caminhos, inclusive com respeito às convicções religiosas e filosofia de vida. Se os pais tiverem feito o melhor ao seu alcance na orientação moral dos seus filhos, cabe-lhes, então, respeitar suas opções, inclusive religiosas, sabendo que o exemplo que lhes deram até então constitui a mais forte influência possível para encaminhá-los no rumo correto.

Apesar de todos os esforços em conduzir seus filhos na direção que consideram a melhor, os jovens, como espíritos e seres dotados de livre-arbítrio, seguirão seu próprio caminho, muitas vezes contrariando os desejos e aspirações dos pais. Esses pais devem refletir sobre os reais objetivos da educação que ofereceram aos filhos, e perceberem até que ponto criaram expectativas, fantasias e ilusões que não correspondiam à realidade dos filhos, mas às suas próprias projeções.

Existem vários tipos de vínculos entre pais e filhos, dependendo da programação reencarnatória e dos compromissos cármicos estabelecidos entre os membros da futura família. Há filhos que foram antigos pais dos atuais genitores, em troca de papéis para aprendizado recíproco; existem inimigos e desafetos do passado que ainda não se harmonizaram, constituindo difícil provação para os pais; há também companheiros e amigos em compromisso de mútuo auxílio. Há casos de seres evoluídos que desde a infância, pela elevação da sua conduta, tornam-se educadores dos próprios pais. Em todas as situações o amor, a paciência, o exemplo constante dos valores educativos constituem os recursos disponíveis e acessíveis a todos, no desafio-bênção da paternidade e maternidade.

Os professores e educadores têm função sagrada junto aos aprendizes, pois, além de transmitirem conhecimentos e instruí-los, passam aos alunos, pelos exemplos, atitudes e conduta, elementos importantes na formação do caráter da criança e do jovem. Os mestres escolares dedicam-se a instruir e cuidar de crianças, em execício de amorosa doação. Os professores, pela longa convivência que têm com os alunos, influenciam-nos com suas vibrações e energias anímicas, sendo corresponsáveis na formação dos aprendizes.

A cultura materialista da humanidade atual esqueceu-se da espiritualidade como fator essencial na educação, e os efeitos desastrosos dessa ignorância estão manifestos por toda parte. Somente quando o ser humano voltar-se definitivamente para os objetivos reais e essenciais da encarnação neste planeta, que são a cura, regeneração e libertação de toda a humanidade, é que a educação infantil terá a importância que merece. Até lá, que cada um cumpra do melhor modo seu papel como protagonista da melhoria do Planeta, cooperando quanto possível na educação das crianças, as quais são as promessas vivas do mundo melhor que todos esperamos.

A verdadeira e definitiva educação é a autoeducação, pela qual o ser descobre em si mesmo os elementos a serem transformados e desenvolvidos. É uma aventura-desafio pessoal, intransferível, que requer maturidade e lucidez. Até que se alcance tal estágio, o ser deve ser auxiliado e orientado, nos períodos da infância e juventude, pelos instrutores, pais e mestres que convivam com ele. A cada contato com um ser em corpo infantil há a possibilidade de oferecer-lhe algo de instrutivo e educativo, cooperando para que a criança de hoje seja o adulto consciente, responsável, amoroso e feliz de amanhã.

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