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Ideais de vida

Todos nós, criaturas encarnadas na Terra, agimos seguindo as mais variadas tendências e motivações. Quando o que nos move a ação provém dos anseios mais elevados, tal impulso são nossos ideais, os mesmos que motivaram grandes seres, santos, sábios e heróis. Nas vidas de todos os missionários da paz, espiritualidade, fraternidade e justiça encontramos pessoas motivadas por uma luz interior, força que as guia, impulsiona e fortalece. São os ideais que lhes acenam com as possibilidades de êxito em suas missões, graças aos quais jamais desistem.

Que é um ideal? Aquilo que é objeto de nossa mais alta aspiração, algo que existe no plano das ideias e que ainda não se materializou; que nos impulsiona na realização do que ainda não existe, em nós mesmos ou no mundo.

O ideal está sempre à frente das nossas possibilidades imediatas, como um convite a que superemos o estado atual rumo a realizações mais elevadas. Vislumbrar um ideal é como olhar para o horizonte, onde novas possibilidades nos aguardam.

Trazemos como herança de nosso passado todos os impulsos inferiores que ainda nos caracterizam. Se nos conformarmos em repeti-los no presente, continuaremos girando no círculo vicioso que nos escraviza há séculos ou milênios. Se, ao contrário, elegermos ideais superiores de conduta, passaremos a cultivar novo modo de viver, abrindo possibilidades de renovação e transformação do destino.

Quando recebemos e aceitamos os ensinamentos espirituais, passamos a conceber a vida e o mundo sob perspectiva mais ampla, elegendo como metas o que nos eleve, purifique e plenifique. Sabendo que somos Espíritos em estágio temporário na matéria, conscientizamo-nos de que a encarnação possui sentido evolutivo, purificador, educativo. Com as informações e instruções recebidas dos irmãos mais evoluídos, as quais nos orientam e guiam, tomamos decisões baseadas não mais em desejos e interesses pessoais, mas de acordo com os ditames da consciência.

Quem chegou a esse nível de amadurecimento psíquico e anímico conta com referenciais internos muito diferentes dos que eram seguidos até então. Conhecedor de leis e princípios espirituais, e vivenciando-os, procura fazer o melhor ao seu alcance, em todas as situações da existência.

Viver pelos ideais e segui-los! Eis a silenciosa proposta da vida que nos convida para realizarmos o que há de mais puro e elevado ao nosso alcance na conquista da felicidade. Ideais de beleza, paz, amor, sabedoria, pureza... todos impulsos evolutivos e transformadores da vida.

Quem elege os mais altos ideais de vida aos quais entrega a própria existência, caminha com segurança para a plenitude e libertação, tornando-se instrumento para o bem comum.

Quem, por exemplo, tende e se irritar e comportar impulsivamente, e tem o ideal de cultivar a paz, a cada situação que o desafie, passa a considerá-la teste aferidor das novas atitudes. Sabendo que ainda irá se equivocar inúmeras vezes na jornada de autotransformação, a cada vez que errar, tem a possibilidade de acessar a humildade, o autoperdão e a compreensão com os próprios insucessos, sabendo que são transitórios e fazem parte do aprendizado evolutivo. Quase todos, na Terra, estamos exercitando virtudes que ainda não possuímos.

Qualquer ideal já constitui uma realidade e um potencial, que existe no plano das ideias e pode ser manifestado no plano físico. Para se materializar e exercer efeitos benéficos, necessita de serviço, paciência e perseverança. Todos os elevados ideais que favoreceram a humanidade só o fizeram mediante o empenho, coragem e trabalho de seus realizadores.

Há os sonhadores passivos, aqueles que, em mecanismo de fuga, permanecem em atitude ilusória de imaginação improdutiva e devaneios sobre possíveis mudanças que nunca se empenham a realizar. Os verdadeiros idealistas, por outro lado, são seres conscientes das próprias responsabilidades, cumprindo-as com empenho, disciplina e coragem. A dedicação a um verdadeiro ideal traz energias renovadoras, forças criativas, motivação e alegria a quem se lhe entrega.

Os ideais que se cultiva dependem dos valores que se possui. Portanto, a educação de valores com base espiritual é fundamental para que os mesmos sirvam de corretos referenciais de conduta.

A Doutrina Espírita, instrumento de instrução espiritual que é, oferece preciosos ensinamentos para nos orientar durante a peregrinação humana. Com base em seus sábios postulados e nas amorosas mensagens que nos chegam, principalmente por via mediúnica, temos vasto material para nos conduzirmos de acordo com altos ideais de vida. A proposta espírita é de autossuperação constante, autoconhecimento para autotransformação, no rumo da plenitude. O Espiritismo como um todo é ideal de vida libertador.

O Mestre Jesus desceu ao mundo trazendo o sublime ideal de revelar o Amor Divino ao coração humano. Gandhi, o líder indiano, dedicou a vida ao ideal da liberdade e da não-violência. Jiddu Krishnamurti sempre foi fiel ao ideal de libertar a mente humana. Incontáveis outros seres, no anonimato, dedicaram-se integralmente aos ideais que esposaram, para o bem de todos.

Acalentar um belo ideal não significa acreditar em promessas e sonhos, mas expressá-lo pelo cultivo das virtudes e colocá-lo em prática pela execução de tudo o que seja necessário a sua manifestação. O ideal traz encantamento e beleza à vida, como promessa de algo melhor a ser conquistado, alimentando a esperança e o trabalho.

Aceitemos as dádivas que nos têm sido ofertadas pelo Alto, abracemos os ideais mais elevados e puros ao nosso alcance, e sobretudo cooperemos para que os mesmos, pelo serviço constante, convertam-se, desde agora, na realidade do amanhã mais feliz.

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