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Gratidão

Muitos agradecem pelas coisas agradáveis que lhes ocorrem.
Outros reconhecem favores recebidos.
Inúmeros louvam quem lhes abre as portas ao sucesso pessoal.
Alguns têm gratidão pela obtenção de curas.
Diversos apreciam ajudas inesperadas.
Vários enaltecem os que são veículos de suas conquistas pessoais.

As formas de agradecimento são tão diversas quanto o são os seres humanos que as expressam.

Se fôssemos enumerar tudo o que já recebemos na vida, impossível seria dizer a quantos seres deveríamos agradecer.

Pode-se ser grato por bens materiais, afetos, amizades, conhecimentos, favores, graças, ... tudo a depender das circunstâncias e do grau evolutivo daquele que obtém tais benefícios.

Alguém materialista poderia ficar satisfeito em ganhar uma quantia de dinheiro, ao passo que um espiritualista ficaria muito grato ao receber um sábio conselho.

Quando a vida nos proporciona algo que contraria nossos anseios e desejos, muito dificilmente expressamos gratidão pelo ocorrido. Geralmente nos rebelamos ou simplesmente “aceitamos” o que não podemos mudar. Com o amadurecimento e o desenvolvimento da sabedoria podemos passar a compreender que sempre recebemos as consequências do que ofertamos à vida e aquilo que é melhor ao nosso momento evolutivo. Só assim teremos condições de dar graças por tudo, mesmo por algo que aparentemente não nos agrade. Isso sem deixar de reconhecer e agir em relação ao que pode e deve ser mudado.

Agradecer significa reconhecer o significado de algo, dar-lhe valor e a quem o proporcionou. Só podemos agradecer quando temos o coração aberto à vida, ao reconhecimento da interdependência de tudo e de todos. O ser no qual ainda predomina o egoísmo tem dificuldade de agradecer, pois para ele isso significa que precisou ou dependeu de algo ou de alguém, o que naturalmente incomoda o orgulho e o egoísmo. Além disso, cria-se uma expectativa de reciprocidade, de que o beneficiado futuramente retribua o favor recebido. Quem já cultiva os valores do espírito não tem qualquer receio de agradecer, seja a quem for; pelo contrário, fica satisfeito em sentir e louvar o fluxo da vida e do amor na forma de fraternidade.

Agradecer aquilo que se tem abre canais e cria um fluxo para que novas bênçãos favoreçam a criatura, e, através dela, os que a cercam, em mecanismo dinâmico e criativo. O sentimento de gratidão é estímulo e motivação para que o ser, por sua vez, propicie o bem a outras criaturas, formando um círculo virtuoso de fraternidade.

O ser consciente daquilo que recebe, ao agradecer, sabe que as dádivas que a vida lhe concede o promovem a novo nível de responsabilidades e compromissos com o bem. Uma das formas mais elevadas de gratidão é a valorização do que se recebe. Assim, por exemplo, a gratidão pelo corpo que nos foi concedido pode se expressar através do cuidado e uso digno do organismo físico. De forma semelhante ocorre com bens materiais, conhecimentos, afetos e todos os outros dons da vida.

Sabendo que só possuímos a vida e nada mais, tudo o que é oferecido a nós passa a ser considerado concessão e oportunidade valiosa, instrumento de crescimento e serviço.

O uso que fazemos do que recebemos demonstra o nosso nível de gratidão pelo que nos foi ofertado.

O sábio, o santo e o herói revelam imensa gratidão à vida ao colocarem seus melhores recursos a serviço do bem comum. A gratidão não é apenas um reconhecimento passivo por algo obtido, mas um fluxo e um ciclo em que se acrescenta algo de si mesmo para engrandecer e enobrecer o que foi recebido. Devolve-se à vida algo a mais do que se recebeu dela, no exercício de criaturas-criadoras que todos somos como filhos e herdeiros de Deus, na construção da própria felicidade.

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