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Competição e Cooperação

Expressão do estágio evolutivo que ainda predomina no mundo, a competição é norma de conduta considerada aceitável pela maioria da sociedade.

Reflexo dos impulsos do ego, a competição é atitude de disputa para obter êxito sobre a derrota de adversário ou concorrente. Só existe quando há conflito e interesses envolvidos. Necessária como estímulo em determinados estágios evolutivos, passa a ser obstáculo a conquistas mais elevadas.

Recebemos constantemente, através dos meios de comunicação, informações condicionadas a padrões de competitividade entre nações, governos, instituições e indivíduos.

Nos esportes praticados em nosso mundo a rivalidade é ligada a todas as modalidades, condicionando a satisfação de praticá-los ou assistir aos mesmos ao caráter de disputa entre as equipes. Não se joga pelo prazer de jogar, mas pela ambição de vencer, derrotar o adversário.

No trabalho existe constante apelo à postura competitiva, como se isso valorizasse o profissional diante de outros menos ambiciosos. Quem trabalha em outra empresa não é visto como irmão, mas como concorrente.

Até mesmo na vida familiar pode existir competição, velada ou ostensiva, entre os parentes.

Competição pressupõe conflito, dualidade, agressividade, com resultados antagônicos: vitória e derrota. Nesse modelo só se pode ganhar quando o outro perde. É uma busca de satisfação egoísta e imediatista que alimenta mais disputa e tensão. Círculo vicioso de conflito que tem imperado em todos os setores do mundo, inclusive religioso, com resultados nefastos. Competir produz excitação, tensão e satisfação, no caso de vitória, mas nunca felicidade e paz. As energias de baixo teor vibratório geradas pela competição humana ao longo dos séculos precisarão de paciente trabalho da humanidade para serem purificadas e transmutadas através de ações abnegadas e altruístas.

A educação deveria formar e desenvolver o caráter e os princípios espirituais. Pela degradação dos valores e desvio dos seus objetivos essenciais, existe forte conteúdo competitivo por notas e desempenho acadêmico. Os alunos são estimulados desde tenra idade a se comparar com os demais, estimulando aspectos egoístas e orgulhosos da personalidade infantil, os quais deveriam ser corrigidos e não fortalecidos.

Já existem, embora ainda raras, escolas com valores mais amplos, de orientação espiritualista, onde não há divulgação de notas nem incentivo às competições e disputas. Existe um estímulo amoroso ao desabrochar das potencialidades de cada aluno, sem comparações com os demais. Há atividades em grupo que favorecem o espírito de equipe, ajuda mútua e visão coletiva. Esse padrão educacional, ainda raro, gera cidadãos com outro modelo de conduta, os quais ajudarão na construção do novo mundo regenerado.

Quando o ser humano compreende tal realidade e se educa verdadeiramente pela espiritualização, percebe que o comportamento competitivo é uma distorção da visão humana em relação à vida, de conteúdo destrutivo, pois considera que para obter êxito em qualquer empreendimento necessita derrotar adversários externos. Os seres espiritualmente mais maduros elegem o compartilhar e servir como respostas às demandas da vida. Cooperar significa trabalhar em comum, colaborar para o coletivo, retirando o melhor de cada uma das partes para o benefício de todos.

A competição é a longo prazo insustentável, pois representa um grande desperdício de tempo, energia e potencialidades, que poderiam ser utilizados de forma criativa e construtiva.

Cooperar é muito mais eficiente e inteligente do que competir.

Na cooperação existe mais que a soma das capacidades individuais, pois há um sinergismo, com potencialização das forças criativas das partes e multiplicação de resultados positivos.

Na cooperação não há vencedores e derrotados, ganhos e perdas, pois todos se beneficiam da colaboração de cada um.

Aquele que ama e compreende é natural e espontaneamente cooperativo.

Através de informações mediúnicas sabemos que nos mundos mais evoluídos que a Terra não existe competição, pois seus habitantes estão libertos de motivações egoístas. Nesses orbes mais felizes a colaboração é espontânea, na geração do melhor para todos.

Podemos viver livres de competição quando conhecemos e incorporamos verdades espirituais. A “luta pela sobrevivência”, conceito ilusório do ego, é substituído pela “graça de Deus”, realidade da vida abundante e infinita. O Criador, conforme os ensinos do Mestre Jesus, sabe o de que necessitamos antes mesmo de lhO pedirmos. Tudo o que é necessário à vida e à felicidade estão disponíveis a todos os Seus filhos, bastando a cada um a entrega aos desígnios divinos e ao exercício da fé e do serviço.

Quando a competição é substituída pela cooperação, há uma libertação da alma em vários níveis. Não mais se preocupa com opiniões alheias nem com o desempenho dos outros. Faz o melhor ao seu alcance e a busca passa a ser pela autossuperação, vencendo os adversários interiores do orgulho, egoísmo e vaidade.

Cada coisa no mundo, seja um ser, grupo ou instituição tem seu lugar e função a desempenhar, não precisando competir de nenhuma forma para assegurar seu êxito. Existe uma programação superior que rege os destinos, individuais e coletivos, o que dispensa a necessidade de disputas.

O ser consciente das leis espirituais sabe que vive pela graça de Deus, reconhecendo que todas as dádivas nos são ofertadas para compartilharmos fraternalmente. A cooperação desperta e aprimora a criatividade, permitindo o surgimento de soluções impossíveis sem a participação colaborativa de todos.

Após a transição do nosso planeta a cooperação passará a ser natural, pela conscientização daqueles que aderirem ao novo padrão de vida saudável e fraterno que será a ordem geral do mundo.

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