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Escolhas

Um dos atributos do ser humano que o diferencia dos demais reinos da criação é a possibilidade de fazer escolhas. Escolher é decidir entre várias possibilidades, elegendo a que pareça a mais adequada.

Pelo livre-arbítrio relativo o homem goza o direito de selecionar aquilo que deseja, nas mais diversas situações da vida.

Em todos os momentos fazemos escolhas, e cremos que as mesmas são frutos de nossa liberdade. No entanto, se analisarmos mais profundamente, perceberemos que aquilo que elegemos frequentemente satisfaz nossos desejos e condicionamentos, não necessidades reais.

Quando optamos por algo, dentre várias alternativas, será que nossa escolha se baseia na liberdade, segundo critérios de verdade, justiça e amor, ou na nossa visão ilusória e egocêntrica?

Trazemos em nosso psiquismo profundo, como herança inalienável, tudo o que já vivenciamos em existências pregressas. Ao nos depararmos, na atual encarnação, com qualquer situação de escolha, muitas vezes emergem automática e inconscientemente conteúdos de arquivos internos, que influenciam nossas decisões, sem o percebermos.

Fazemos muitas “escolhas” que são, de fato, resultado de condicionamentos e motivações inconscientes: desejos, medos, ansiedades, impulsos ou emoções. Nem sempre ponderamos com sabedoria sobre a questão e nem tomamos decisões baseadas na consciência espiritual.

Nossas escolhas sempre têm consequências, desde as mais simples às mais complexas. Às vezes uma decisão traz reflexos que perduram por várias encarnações. Podemos estar colhendo hoje os frutos de opções que fizemos há séculos... É importante reconhecermos de onde vêm os impulsos para nossas decisões. Na maioria das vezes nosso ego influencia o que escolhemos, e as consequências não são as melhores para nossa harmonia e evolução. Por exemplo, vícios de qualquer natureza obscurecem a lucidez e cerceiam a liberdade de escolher e de agir corretamente.

Quando se desperta para o caminho espiritual e se passa a segui-lo com sinceridade, mudam-se todos os referenciais internos, inclusive os critérios de escolha. Como a visão da vida e do mundo ganha maior amplitude, passa-se a escolher não mais o que agrada ao ego, mas sim aquilo que seja mais útil, verdadeiro e bom, segundo critérios espirituais. Um novo panorama se apresenta, com possibilidades até então desconhecidas. Pelo cultivo espiritual, estudo e meditação, aliados à oração e ao serviço, atinge-se novo patamar de consciência, em que se pode perceber e valorizar opções até então ignoradas.

A partir do conhecimento das leis espirituais que regem o destino e da busca de sua aplicação à vida cotidiana, passa-se a ter subsídios para escolhas mais sensatas, sábias e proveitosas à realização da alma, razão de nosso estágio na escola da reencarnação. Qualquer escolha baseada na intuição, na sabedoria e no amor sempre leva a resultados positivos e felizes, mesmo que aparentemente ou a curto prazo não se apresente assim.

O espírito sábio compreende as escolhas necessárias, quando signifiquem renúncia, abnegação, sacrifício ou perdas aparentes, sejam materiais ou afetivas, por considerá-las parte do processo de aprendizado na escola da evolução. Quando ocorrem fatos ou situações que fogem à sua possibilidade de decidir, aceita-as como escolhas da Vida, expressando a Sabedoria Divina, que tudo faz para a felicidade de Seus filhos.

O ser humano, através dos milênios percorridos, vem usando o livre-arbítrio com profunda ignorância das leis que regem a vida, tanto que as consequências de suas escolhas têm gerado incontáveis sofrimentos e aflições. Somente quando incorporar definitivamente os valores espirituais é que o homem começará a tomar decisões menos arbitrárias e egoístas, passando a colher melhores frutos. Numa etapa mais avançada, passará a ouvir a voz da consciência como espelho da Vontade Divina, não precisando mais escolher, mas sim vivenciar com júbilo a Vontade do Pai.

Nesse estágio haverá menos livre-arbítrio como atribuição da personalidade e mais liberdade da alma para expressar alegremente os Divinos Desígnios, para a própria como a felicidade geral.
Nossas escolhas são sementes que estamos permanentemente espallhando no solo da vida. Somos livres para semear e compelidos a colher o que semeamos. Construímos e reconstruímos nosso destino constantemente, pelo que escolhemos pensar, sentir, falar e fazer.

Os ensinamentos espirituais ofertados ao homem são dádivas do Alto para que se possa tomar decisões com maior sabedoria e trilhar o caminho da felicidade.

Vivemos um momento crítico do planeta em que nossas escolhas têm grande repercussão em nosso destino, individual e coletivo. É fundamental que saibamos a cada oportunidade escolher o melhor ao nosso alcance, na certeza de que a vida, pela lei do retorno, nos devolverá igualmente o melhor, em bênçãos de alegria e paz.

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