Cadastre-se em nosso boletim semanal

Nome:
Email:
Cadastre-se e receba as atualizações do site

Educação Para a Morte

Fenômeno inerente à vida física, presente no caminho de todos os seres, a morte tem desafiado o pensamento humano no seu anseio de compreender essa realidade insuperável: a finitude da vida material.

Todos temos a certeza da própria morte como a de todos os que estão encarnados, mas não sabemos exatamente quando, onde nem como morreremos. É um paradoxo essa certeza – incerteza (como explica Joanna de Ângelis – Espírito).

O homem, ao se defrontar com a morte dos outros, tem sido desafiado a buscar respostas, sem jamais compreender completamente o findar da vida física.

Cada povo e grupo cultural tem sua forma peculiar de encarar e lidar com a morte. No geral, pelo atual nível evolutivo, a humanidade terrena teme a morte, considera-a assustadora, evita refletir sobre ela, até que chega o momento inevitável de enfrentá-la. Há grupos, culturas e movimentos espiritualistas, no entanto, que aceitam e celebram a morte como processo natural de libertação.

O materialismo e o culto ao que é efêmero, transitório, contribuem para o sofrimento e ansiedade do ser humano diante da breve duração da vida física. Muitos evitam defrontar-se com essa questão, preferindo ignorá-la, como se fosse possível; outros se conformam com referências religiosas dogmáticas ou imprecisas, sem uma compreensão mais profunda e esclarecedora dos fenômenos.

Muitas filosofias espiritualistas, por inspiração do Alto, têm trazido, ao longo da história, valioso contributo para instruir e confortar o homem em relação à morte. Ensinam que o envoltório físico do espírito é que morre, se desintegra, continuando o ser espiritual a sua jornada ascensional nos planos sutis da vida cósmica. Por enquanto, esses ensinamentos libertadores foram assimilados por uma minoria da humanidade. Muitas das grandes religiões continuam envolvendo a morte em mistérios insondáveis ou oferecendo explicações vagas e insuficientes para esclarecer o homem de nossa época.

Com relação àquele que desencarna, o mais importante é como foi sua vida, pois a morte e o destino serão tão pacíficos quanto esteja em paz a consciência de quem deixa o corpo físico. Ninguém improvisa um passaporte para um destino feliz após a morte sem tê-lo conquistado no próprio ser. A melhor preparação para morrer é viver bem. Segundo os ensinamentos espiritualistas, viver bem significa consagrar-se ao autoaprimoramento, à autoeducação e ao serviço amoroso para o bem de todos os seres. É muito importante exercitar, quando ainda no corpo físico, o desapego de bens, pessoas e circunstâncias materiais, com uma perspectiva de uso sem abuso, convivência sem dependência, valorização sem posse.

Aqueles que acompanham o final da vida física de alguém podem contribuir de várias formas para um desencarne mais ameno e tranquilo: a presença serena e respeitosa, o silêncio, a oração e uma atitude amorosa e confiante. Deve-se, quando a situação permitir, esclarecer quem está próximo do desencarne e seus familiares quanto à realidade indestrutível do Espírito e à importância da entrega a Deus.

Para aqueles que ficam, é importante preservar, quanto possível, a calma e a paz durante e após a desencarnação de um ente querido. A aceitação serena e resignada da Vontade Divina, a fé no futuro reencontro das almas afins e o prosseguimento da própria vida em harmonia muito auxiliam na adaptação do recém desencarnado em sua nova vida.

A morte não é o oposto da vida, mas faz parte dela. A morte é o oposto do nascimento. Ambos, nascimento e morte, são as portas de entrada e de saída da alma do plano material. Só existe vida, e esta não tem oposto nem fim.

Como afirmou o médium Divaldo Franco “o Espiritismo matou a morte”, ao retirar definitivamente o véu que separava os dois planos da vida, ensejando o intercâmbio mediúnico e trazendo ao mundo a certeza da sobrevivência, não por teorias, especulações ou dogmas, mas pela realidade triunfante dos vivos do além que voltam e trazem ensinamentos, consolações, avisos e esperanças em um porvir feliz.

A melhor educação para a morte é a educação para a vida, pois para quem vive com a alegria de servir e amar, cumprindo suas tarefas segundo o Plano Divino, a morte significa simples mudança de endereço, de plano vibratório, retorno ao lar espiritual.

Curta e Compartilhe esse artigo no Facebook!

Mais artigos deste autor