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Oração e Meditação

Desde que se estruturou a sua organização psíquica, ao longo da evolução, o ser humano sente um impulso inato rumo ao desconhecido, a algo superior e poderoso que lhe sustenta a vida.

O homem, desde tempos imemoriais, tem buscado um contato com o divino, com o sagrado, com a dimensão transcendente da vida.

Nessa jornada rumo ao sentido existencial profundo, a oração, como a meditação, têm merecido, por parte dos Instrutores da humanidade, destaque quanto ao seu papel na relação da alma com o Divino. Mestres, santos e sábios de todos os tempos e lugares têm recomendado meditar e orar como indispensáveis para quem busca o significado essencial da vida e o caminho da realização.

Orar é “abrir a boca” da alma e falar com Deus; meditar é fazer silêncio interior para ouvir a Voz do Criador. Oração e meditação se complementam harmonicamente. São as duas vias de comunhão entre Criador e criatura.

Quem ora expressa, pela prece, seus anseios mais íntimos, suas aspirações mais sinceras. É fundamental que o impulso de orar venha da alma. Se a motivação vier do ego, pode-se pedir ao Senhor da vida aquilo que não é útil nem bom para a evolução e a felicidade verdadeira. Daí a importância do “seja feita a Tua vontade...” na prece que Jesus nos ensinou, pois sabia o Mestre que o homem em geral ainda não tem consciência do que deseja e pede.

No Evangelho segundo Mateus, cap.6, versículo 6, diz Jesus: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará”. Devemos entrar em nosso “quarto”, isto é, nos recônditos da alma, e “fechar a porta”, ou seja, a entrada de todas as interferências do ego e do mundo exterior com suas ilusões.

O homem não espiritualizado tem vivido com a atenção muito focada para o mundo externo, objetivo, com seus apelos e atrativos, esquecendo-se de cultivar o universo interior, subjetivo, onde jazem os tesouros indestrutíveis da paz e de onde brotam as forças criativas do Espírito.

Aquele que ora com sinceridade e pureza de intenções e fica em silêncio meditativo, aquietando a mente, entra em contato com níveis mais profundos do seu próprio ser, nos quais pode sentir a Divina Presença. A cada experiência dessa natureza, algo do mundo interno se transforma e se revela na vida exterior. Aqueles que, após longo tempo de exercício diário, têm essa vivência do Divino em plenitude, se transformam em canais e instrumentos do Criador para o bem.

Como ocorre com outras atividades humanas, meditar e orar são práticas que podem e devem ser desenvolvidas e cultivadas, idealmente desde a infância, tornando-se hábito saudável e benéfico. Eis um aspecto fundamental a ser incorporado à educação infantil e juvenil.

A criatura humana, à medida que evolui e alcança novos patamares de consciência, mais se apercebe da necessidade de viver em harmonia com as Forças Cósmicas que lhe orientam a vida, buscando na prece e no silêncio meditativo os alimentos e o sustento da alma. Após orar e meditar, sente-se fortalecida para enfrentar os inevitáveis desafios da vida, com serenidade, fé e paz interior.

À medida que amadurece espiritualmente, o ser começa a pedir menos e a servir mais; começa a ter menos a falar a Deus e mais a ouvi-Lo na própria consciência; passa a fazer da própria existência uma prece e a viver em estado meditativo, sendo instrumento consciente da Divina Vontade, expressando a imensa alegria de viver e amar.

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