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Ciência e Consciência

A incessante busca da verdade, condição inerente ao ser pensante, tem na ciência, desde seus primórdios, a forma metódica e sistemática de estudo da realidade.

A aplicação dos conhecimentos científicos se faz pela tecnologia, a qual propicia novos produtos e serviços para o uso do ser humano. Na atualidade testemunhamos um avanço científico e tecnológico sem precedentes na história. A velocidade com que são feitas novas descobertas e oferecidos ao homem novos produtos desafia nossa capacidade de assimilação e adaptação.

O conhecimento científico é aparentemente neutro em sua origem, mas o próprio objetivo da pesquisa científica demonstra as intenções de quem a produz. Uma pesquisa para aperfeiçoar um armamento revela obviamente o caráter obscuro das forças que a conduzem. Assim, a suposta neutralidade científica pode e deve ser questionada: a serviço de quais valores e princípios se pesquisa algo? Sabemos que grande parte dos recursos financeiros para pesquisas no mundo é usada para fins contrários ao bem comum (indústrias bélica, tabagística, alcoólica, pornográfica, de produtos químicos tóxicos, de jogos, etc.)

O que define os rumos da ciência, desde o planejamento e elaboração dos projetos de pesquisa até seu financiamento e implementação, é a intenção das pessoas e instituições envolvidas. É precisamente o nível de consciência espiritual que orienta as linhas de pesquisa em todas as áreas do saber.

A realidade do mundo revela em que sentido têm sido conduzidos os recursos do conhecimento humano.

A ciência levou o homem à conquista do espaço sideral; a falta de consciência o impede de conquistar a si mesmo.

A ciência trouxe o domínio das forças subatômicas; a falta de consciência desenvolve e aprimora armamentos nucleares capazes de destruir o planeta e a vida nele existente.

A ciência desenvolveu a agricultura, esperando aumentar a produção de alimentos; a falta de consciência assiste, indiferente, à desnutrição e à morte pela fome de milhões de seres humanos carentes.

A tecnologia, ao oferecer dispositivos eletrônicos e de entretenimento, fascina a mente humana; a falta de consciência tem gerado e alimentado uma multidão de alienados, hipnotizados por aparelhos e seu uso compulsivo.

A ciência desenvolveu os meios de comunicação, abarcando todo o planeta; a falta de consciência usa todas as mídias para difundir conteúdos fúteis, degradantes, pervertidos e perversores.

A ciência médica atingiu avanços notáveis, extinguindo doenças com tecnologias de ponta; a falta de consciência produz novas e complexas enfermidades e um ser humano fragmentado e carente de saúde integral.

A tecnologia favorece o crescente conforto e as facilidades da vida moderna, mas é impotente para trazer paz e felicidade ao coração humano.

A propaganda, com recursos tecnológicos fantásticos, oferece a cada momento novos produtos para consumo, instigando desejo, cobiça, vaidade e orgulho em apelos consumistas e materialistas dirigidos a multidões fascinadas pelas ilusões do ego.

À medida que a ciência avança e se ampliam as tecnologias de produção e consumo, os recursos naturais têm sido destruídos e a Natureza agoniza em silencioso clamor pela vida.

Há excesso de informação e carência de formação.

O mundo tem muito conhecimento mas ainda escasseiam a sabedoria e o amor para guiá-lo, gerando inevitavelmente destruição e sofrimento.

Quando usados com consciência, isto é, com senso moral desperto e atuante, a ciência e a tecnologia são instrumentos maravilhosos de progresso, elevação e bem-estar para a humanidade. São concessões da Vida para a felicidade humana. É necessária vigilância para sabermos a que interesses estamos servindo. É responsabilidade espiritual aquilo que escolhemos pesquisar, divulgar, apoiar ou patrocinar.

A ciência a serviço de ideais nobres, submetida aos Divinos Desígnios, além do seu valor na compreensão dos fenômenos, opera prodígios no aperfeiçoamento e melhoria da qualidade de vida de todos os seres.

Diante do crescimento vertiginoso do conhecimento científico e dos recursos tecnológicos à disposição do ser humano, faz-se urgente a educação com base em valores espirituais, para que se instale no Planeta o verdadeiro progresso, que sempre favorece a justiça, a fraternidade e a paz a todos. Aqueles já conscientes de tais realidades são os semeadores do novo padrão de vida na Terra, que em breve estará restaurada e transformada. Nesse porvir promissor a ciência será usada como instrumento sagrado, inspirada por sábios mentores e submetida aos valores espirituais que governarão a vida planetária.

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