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Ser Espírita

Toda definição, por sua própria natureza, limita e restringe aquilo que se quer definir. É por em palavras algo que elas não podem expressar. Como definir Deus, o amor, a vida?...

E como definir o que é ser espírita? Não temos essa pretensão, pois isso já foi feito, com propriedade, por muitos irmãos, desde Allan Kardec.

Mas podemos refletir nosso ponto de vista sobre alguns aspectos relevantes da vivência segundo a Doutrina dos Espíritos.

Ser espírita não é apenas frequentar algum Centro, assistir a palestras, receber passes, ler livros, embora tudo isso seja muito válido e importante.

É reconhecer-se espírito imortal habitando um corpo perecível, em um mundo provisório com suas verdades relativas. É, na verdade, "estar espírita", durante o período evolutivo (talvez várias encarnações) no qual a Doutrina atenda às nossas necessidades espirituais. No passado não havia espíritas e num futuro talvez ainda distante, não precisaremos mais sê-lo, pois outras realidades espirituais superiores  certamente se manifestarão. "Somos espíritos e alguns estamos espíritas";

É ser fiel aos princípios e postulados da Codificação, ao mesmo tempo   assimilando novos e diferentes conceitos e revelações, ao aceitar a transitoriedade e relatividade do saber, bem como o caráter evolutivo e progressivo da própria Doutrina;

É reconhecer-se e a todos como circunstancialmente falíveis mas potencialmente perfectíveis, adquirindo uma fé inabalável no destino e na Vida;

É buscar a verdade compatível com seu nível de entendimento, e meditar para ampliar sua consciência;

É identificar os próprios desequilíbrios e desarmonias e procurar os meios de resolvê-los, usando os valiosos instrumentos que a Doutrina propicia, com base no Evangelho;

É reconhecer a própria consciência como a Voz Divina que nos fala, e viver em conformidade com seus ditames;

É ter a certeza de que o serviço espontâneo e puro para o bem comum é o caminho mais seguro para a edificação da própria felicidade;

É procurar compreender as Leis da Natureza, materiais e espirituais, e viver em harmonia com os desígnios do Criador;

É ter a consciência de que todos os seres, em todos os reinos da natureza, estão em jornada evolutiva, do átomo ao ser sublimado, cada qual em seu nível de aprendizado, experiência, recapitulação e realização;

É buscar, independente de faculdades e percepções parapsíquicas, ser médium do amor, da alegria e da paz;

É tirar de cada situação ou acontecimento da vida uma lição para o próprio crescimento e libertação, bem como uma oportunidade de testemunhar valores e de servir;

É aceitar os sofrimentos inevitáveis como consequências do passado recente ou remoto, ou ainda como lições e provações a serem vivenciadas, buscando reescrever a própria história com um novo repertório de valores e condutas para a própria libertação;

É enxergar na Ciência a base do conhecimento racional, na Filosofia a reflexão profunda das questões existenciais, e na Religião o instrumento para a suprema meta da vida: a perfeita integração da criatura com o Criador.

É usar com equilíbrio a razão e a emoção, e, além delas, buscar a sabedoria pela intuição da alma e o amor incondicional do espírito;

É empenhar-se para ter pensamentos corretos, sentimentos puros, palavras edificantes e mãos operosas no bem;

É procurar a inspiração na prece, a sabedoria no estudo de si mesmo e da vida, a  alegria no serviço, a felicidade no amor.

É reconhecer nossa filiação divina e, portanto, reconhecer a todos como verdadeiros irmãos, vivendo e convivendo segundo essa verdade.

É respeitar todas as religiões e crenças como diferentes instrumentos e caminhos que levam ao Divino, sem abdicar das convicções que a Doutrina Espírita proporciona.

Ser espírita é estar em constante processo de autoconhecimento e autotransformação para melhor, sabendo que construímos nosso próprio futuro e somos cocriadores do nosso destino, segundo o que escolhemos pensar, sentir, falar e fazer.

Ser espírita é participar da Terceira Revelação não apenas como beneficiário das bênçãos e consolações recebidas pela Doutrina, mas principalmente de forma pró-ativa, em todos os momentos e lugares em que a Vida nos situe, aproveitando as valiosas oportunidades de aprender e renovar-se, servir e amar, no rumo da felicidade...

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