Cadastre-se em nosso boletim semanal

Nome:
Email:
Cadastre-se e receba as atualizações do site

A ESCRAVIDÃO NO BRASIL

 

 

 

 

Com a assinatura da Lei Áurea em 13 de maio de 1888, o Brasil encerrou um processo triste de nossa história de 358 anos de duração, um dos regimes escravocratas mais longos da humanidade. Foram mais de 4 milhões de negros africanos trazidos a força em condições sub-humanas. E a vida no Brasil foi extremamente penosa para eles, a ponto de ser considerado como período útil de um escravo em pouco mais de 10 anos, devido a jornada exaustiva de trabalho em condições insalubres e subnutrição. Muitos historiadores perguntam como este regime de escravidão pode ser mantido por tanto tempo, principalmente quando esta prática nefanda já havia sido abolida no mundo civilizado e havia grande pressão contra o tráfico negreiro.

 

No livro Brasil Pátria do Evangelho, Coração do Mundo, o Espírito de Humberto de Campos através do saudoso médium Chico Xavier, descortina um pouco desta história. Embora D. Pedro II fosse um espírito muito evoluído, alma abnegada e o melhor estadista que tivemos, esteve sempre inspirado por Jesus e por Ismael, Espírito guia do Brasil. Desta forma ele procurou evitar um derramamento se sangue e aguardava o melhor momento para promulgar da abolição da escravatura, que teve todo um processo de conscientização da sociedade, leis que foram abrandando o sistema escravocrata (Ventre Livre; Sexagenário) culminado com a assinatura da abolição por sua filha Isabel, outra alma de escol, em momento mais propício para isto (embora provocando a queda do império).

 

Éramos uma sociedade essencialmente agrícola e existia forte resistência dos usineiros e fazendeiros contra a abolição, que alegavam um colapso da economia se isto ocorresse. Era uma situação similar a vivenciada em outra nação do continente americano. Estava ainda na memória do nosso nobre imperador, os fatos ocorridos na guerra civil nos Estados Unidos da América (1861-1865), e que tiraram a vida de 750.000 soldados, com a mortalidade de 10-30% de todos os
homens brancos do Norte e do Sul, respectivamente. Foi o desejo de Jesus, que este processo de libertação dos escravos ocorresse sem guerras na pátria do Cruzeiro do Sul, como de fato aconteceu.

 

Esta obra explica também quem eram os espíritos reencarnados na África e que foram trazidos nos navios negreiros para o Brasil. Na verdade, não se tratavam de almas primárias, como os nossos indígenas, mas sim, de espíritos evoluídos no campo intelectual que habitaram a Europa, mas se encontravam há séculos em expiação nos abismos do Umbral, e tiveram a sua oportunidade redentora pela ação misericordiosa de Jesus. Em existências pregressas, estes espíritos foram senhores feudais, cruzados, padres e inquisidores que traziam na alma a consciência poluída pelos crimes praticados. Os séculos de sofrimento ininterrupto nas regiões purgatoriais do Umbral, abrandaram as suas mentes criminosas, preparando-os para a alforria das ações equivocadas, de modo passarem um período redentor na pele africana, se aceitassem com humildade a experiência dolorosa da escravidão.

 

Entretanto, todos aqueles que se envolveram no mercado cruel do tráfico dos
negros africanos e também os que se utilizaram de forma desumana do trabalho escravo, tiveram que reencarnar na pele africana como escravos, seguindo a lei de “ação e reação” que rege o nosso livre arbítrio. Desta forma, antigos senhores de engenho, feitores, mercadores de escravo, etc. tiveram a sua cota de expiação e necessidade de reparação, na medida exata das faltas cometidas.

 

Podemos então dividir em dois grandes grupos, os espíritos que reencarnaram como escravos. O primeiro, cujos crimes foram praticados na Europa (senhores feudais, inquisidores) ou nas cruzadas, e o segundo grupo, dos que estiveram envolvidos no mercados e exploração dos negros africanos. Embora a grande maioria destes espíritos tenha conseguido se redimir dos crimes praticados, ainda hoje persistem os efeitos na forma de obsessão cruel, daqueles que não conseguiram assimilar a expiação redentora, se rebelando e buscando na vingança a desforra pelas humilhações a que foram submetidos. Assim, temos registrado inúmeros casos de obsessão sendo desvendados e orientados de modo a que ambos, vítima e algoz, possam agora serem encaminhados para a necessária transformação moral e reconciliação.

 

O Espiritismo, através da explicação de seus postulados básicos, como a reencarnação e a justiça. Divina (lei de ação e reação), tem conseguido mudar gradativamente as atitudes de nossa sociedade e a necessidade da tolerância e do perdão. Passamos a compreender que o corpo humano é apenas uma roupagem do espírito imortal, e reencarnamos no corpo físico e local geográfico conforme a natureza da tarefa que temos de realizar aqui na Terra. Renascemos alternativamente em diversos grupos raciais (branco, negro, etc.), religiosos (cristão, judeu, muçulmano, budista, etc.) e geográficos (Europa, América, África, Oriente, etc.) como forma de aprender os costumes e religiões de todos os povos, como parte de nosso processo evolutivo. Quando a nossa sociedade tiver mais ampla informação sobre o Espiritismo, compreenderá melhor a importância da presente reencarnação e irá procurar uma forma de vida mais próxima dos postulados cristãos.