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É possível ser feliz no casamento?

Observando o número de divórcios no Brasil e no mundo junto com a crise de relacionamento que atinge a maioria dos casais, a pergunta sobre a felicidade no casamento é pertinente. Entretanto, a maioria das pessoas busca um relacionamento sério, mesmo sabendo das dificuldades que serão enfrentadas, até porque, tentar encontrar a felicidade na solidão seria um grande equívoco. Sociólogos e demais cientistas das ciências sobre o comportamento humano, tem trazido valiosa contribuição para uma melhor compreensão dos problemas que assolam os casais, propondo alternativas eficientes. Entretanto, desde o advento do Espiritismo, esta questão ficou mais cristalina, na busca de melhor compreensão porque existe a infelicidade nos casamentos, e como ser feliz.

Todos nos, antes de reencarnarmos, estabelecemos um programa de trabalho aqui na Terra, com certa flexibilidade, dada a nossa natureza ainda frágil no campo moral. Mas, geralmente os casais já se relacionam na erraticidade (mundo espiritual), antes desta reencarnação, como uma preparação para a vida a dois no plano material. Sem esta ótica, fica praticamente impossível tentar compreender o relacionamento humano, pelo menos com a profundidade necessária que este assunto requer. Nas décadas de treinamento no mundo espiritual, o preparo de cada um é que vai balizar as suas chances maiores ou menores de viver em harmonia com seu par aqui na Terra. Ninguém reencarna para ser infeliz. Mesmo em um relacionamento doloroso, a pessoa pode ser feliz na sensação do dever cumprido. Depende como cada um vai entender o que é a felicidade.

O que acontece, é que sendo a Terra ainda um planeta de “Provas e Expiações”, quase totalidade dos casamentos segue esta tendência. Assim, os reencontram dos casais é na verdade um plano redentor para as almas que reencarnaram, onde o aguilhão da dor estará presente, das mais diferentes formas: consorte que não corresponde expectativas, parentes difíceis, filhos problema, estresse econômico, vícios, etc. Neste verdadeiro “campo de batalha”, os “soldados” aqui convocados, sentem muitas vezes verdadeiro pavor nos confrontos diários, e muitos se acovardam como acontece nos campos de guerra nas conflagrações que se tem notícia. Nesta situação, vemos o crescente índice de divórcio, como se fugir do campo de batalha fosse realmente uma alternativa viável. Apenas se adia um novo reencontro, para outra existência, repetindo a mesma experiência, provavelmente em condições ainda mais agravadas.

A aproximação dos casais é regida pelo mecanismo de “ação e reação”, onde a vítima e algoz se encontram, de forma que aqueles que foram espoliados em seus valores morais ou materiais sejam ressarcidos. Antigos inimigos, agora unidos pelo laço conjugal ou na forma de filhos, se abrigam no mesmo lar. Portanto, a família na Terra é antes de tudo uma oficina para consertar o que foi danificado em existências pregressas. Para tanto, o casal, desde o início de sua jornada a dois, deve buscar ao máximo a sua espiritualização, interiorizando o evangelho de Jesus, de modo a aparar as arestas no relacionamento, e como timoneiro de um barco prudente, evitar tormentas, implementando no lar o estudo do evangelho, e conduzir a todos os componentes deste ambiente doméstico a compreensão da natureza desta encarnação, e o objetivo comum que todos devem alcançar que é de se amarem, ou pelo menos, se “tolerarem de forma fraterna”.

Os filhos devem ser vistos como uma oportunidade de cumprir uma sagrada missão, e com toda a certeza, a educação moral e orientação deles é a tarefa mais importante a ser realizada aqui na Terra. Todos os esforços devem ser empreendidos neste sentido, não descuidando nem do preparo intelectual quanto o moral, ambos igualmente importantes.

Assim, podemos ser felizes casamento? Sim, desde que possamos entender o significado da felicidade como a sensação de paz, adquirida por todos aqueles que cumprem com o seu dever em todos os sentidos, servindo com amor e dedicação as tarefas que a vida apresenta, na medida das forças e conhecimento de cada um. Ao superar as ilusões e valorizando a vida em família, os cônjuges e filhos com certeza encontrarão a felicidade que tanto buscam, mesmo que ela seja relativa, inerente ao nível evolutivo em que nos encontramos.