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O Espírita e a Política

Estamos adentrando um período de muitas turbulências em face ao período eleitoral, aonde candidatos se entredevoram em busca da tão sonhada vitória política..     De forma inamistosa e anticaridosa, digladiam-se entre si, salientando erros e crimes, alheios, e potencializando atos próprios que nada mais são que meras obrigações como líderes de povos. Entendível se torna essa atitude devido ao caminho adotado, numa disputa em que menos se objetiva o povo e suas reais necessidades. No entanto, vemos, estupefatos, seguidores, defensores partidários, enceguecidos, defenderem teses e candidatos, como se fossem os próprios, engalanado-se com as cores do candidato preferido, em total desrespeito às opiniões alheias, fomentando a discórdia, a ira e a dissensão entre semelhantes, pelo simples fato de confiarem suas vidas a ideais suspeitos.

Como cidadãos, temos o direito e o dever ao voto, mas devemos fazer de forma consciente e digna, respeitando opiniões alheias, assim como gostaria de ser respeitado. A disputa partidária entre os seguidores desta ou daquela vertente partidária é fútil e nada acrescenta para o povo, haja vista não termos condições de prever se aquilo que consideramos ideal, de fato acontecerá.

Nossa função, como cristãos é, em silêncio, respeitosos, delinearmos nossas convições e votar, que é uma conquista que nossos antepassados não tiveram e que deve ser valorizada, com consciência, de forma lúcida, avaliando propostas e objetivando pesquisar da dignidade do candidato que temos a intenção de eleger, de forma apartidária, não tornando-se cego conduzindo cego, mas tendo pelo menos um olho, para ser rei num mundo de cegos.

Temos também que ter a decência de saber que não basta exigirmos de nossos líderes mudanças se nós não estamos dispostos a fazer nossa parte. Reclamamos da corrupção, mas muitos de nós não devolve o troco dado a mais em estabelecimentos diversos, faz barganhas para não ser multado, caindo na corrupção ativa, busca padrinhos para conseguir empregos e cargos de relevância, substituindo a meritocracia justa, traímos amigos e seres do coração, em face de prazeres e objetivos banais e transitórios, esquecidos que o Mestre nos instou a realizar o "Reino dos Céus em nosso coração" e esquecidos que Ele nos ensinou "Que a cada um será dado segundo suas obras". Sejamos simples e humildes de coração, saibamos dar valor equilibrado as coisas e pessoas, sem fanatismo, pois tudo que é demais sobra.

Além, de cobrar, façamos nossa parte na harmonia do universo, e caso, consideremos excessiva tal carga, façamos pela comunidade que nos rodeia, e se ainda assim, acharmos demasiado o fardo, façamos, pelo menos em nosso núcleo familiar, acendendo luz que se exteriorizará de forma grandiosa e infinita. Leiam o texto brilhante de Emmanuel, trazido pelas santas mãos do venerável apóstolo Francisco Cândido Xavier:

Política Divina

Texto extraído do livro "Vinha de Luz", Chico Xavier (Emmanuel)

"Eu, porém, entre vós, sou como aquele que serve." (LUCAS, 22:27.)
O discípulo sincero do Evangelho não necessita respirar o clima da política administrativa do mundo para cumprir o ministério que lhe é cometido.
O Governador da Terra, entre nós, para atender aos objetivos da política do amor, representou, antes de tudo, os interesses de Deus junto do coração humano, sem necessidade de portarias e decretos, respeitáveis embora.
Administrou servindo, elevou os demais, humilhando a si mesmo.
Não vestiu o traje do sacerdote, nem a toga do magistrado.
Amou profundamente os semelhantes e, nessa tarefa sublime, testemunhou a sua grandeza celestial.
Que seria das organizações cristãs, se o apostolado que lhes diz respeito estivesse subordinado a reis e ministros, câmaras e parlamentos transitórios?
Se desejas penetrar, efetivamente, o templo da verdade e da fé viva, da paz e do amor, com Jesus, não olvides as plataformas do Evangelho Redentor.
Ama a Deus sobre todas as coisas, com todo o teu coração e entendimento.
Ama o próximo como a ti mesmo.
Cessa o egoísmo da animalidade primitiva.
Faze o bem aos que te fazem mal.
Abençoa os que te perseguem e caluniam.
Ora pela paz dos que te ferem.
Bendize os que te contrariam o coração inclinado ao passado inferior.
Reparte as alegrias de teu espírito e os dons de tua vida com os menos afortunados e mais pobres do caminho.
Dissipa as trevas, fazendo brilhar a tua luz.
Revela o amor que acalma as tempestades do ódio.
Mantém viva a chama da esperança, onde sopra o frio do desalento.
Levanta os caídos.
Sê a muleta benfeitora dos que se arrastam sob aleijões morais.
Combate a ignorância, acendendo lâmpadas de auxílio fraterno, sem golpes de crítica e sem gritos de condenação.
Ama, compreende e perdoa sempre.
Dependerás, acaso, de decretos humanos para meter mãos à obra?
Lembra-te, meu amigo, de que os administradores do mundo são, na maioria das vezes, veneráveis prepostos da Sabedoria Imortal, amparando os potenciais econômicos, passageiros e perecíveis do mundo; todavia, não te esqueças das recomendações traçadas no Código da Vida Eterna, na execução das quais devemos edificar o Reino Divino, dentro de nós mesmos."

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