Cadastre-se em nosso boletim semanal

Nome:
Email:
Cadastre-se e receba as atualizações do site

O Casamento

Perguntou Almitra ao profeta: Fale-nos sobre o casamento:

"Amai-vos uns aos outros, mas não façais do amor uma prisão";

Que antes exista um mar ondulante entre as margens de vossas almas;

Enchei a taça um do outro, mas não bebais da mesma taça;

Parti vosso pão ao meio, mas não comais do mesmo pão;

Cantai, dançai juntos, mas deixai que cada um de vós fique sozinho,

Como as cordas de uma lira, que embora estejam separadas, vibrem ao som da mesma melodia;

Entregai os vossos corações, mas não ao cuidado um do outro, pois somente a Mão da Vida pode conter os vossos corações;
Ficai junto, mas não demasiado juntos,Pois as colunas do templo erguem-se separadamente e o carvalho e cipreste não crescem um à sombra do outro" Gibran Kalil Gibran.

Amar não é anular-se.

Amar é suplantar o eu egóico para fazer crescer o eu altruístico.

Ninguém é responsável por nossa felicidade e aqueles que assim vivem, agem de forma covarde, transferindo uma responsabilidade que é sua para outrem, por não ser capaz de auto-amar-se.

O parceiro ou a parceira podem nos amar e aumentar nossa felicidade, mas nunca serão responsáveis por ela, pois a felicidade é um sentimento advindo da conquista íntima, inalienável e intransferível.

Cada um conquista e alcança sua "felicidade".

Uns amam os outros, invariavelmente serão felizes, mesmo debaixo de tormentas, outros amam a posse, invariavelmente são infelizes, mesmo debaixo de benesses e conquistas.

Existe, segundo Martins Peralva, na belíssima obra "Estudando a Mediunidade", diversos tipos de casamento:

a) Acidental: Aquele que não tem suas raízes em existẽncias anteriores, mas que ocorre por motivos externos, sem profundidade, tais como beleza física, poder, dinheiro etc. Da mesma forma como começa, inusitadamente, também termina, mas com o tempo pode culminar em relacionamentos profundos e duradouros ao longo das existências;

b) Provacional: Advindo de dívidas anteriores, acontecem para que os parceiros acertem suas pendências e aprendam a se amar, daí os relacionamentos complicados, a grande maioria em nosso planeta de provas e expiações;

c) Sacrificial: Aquele em que, um dos parceiros, tendo evoluido mais, opta por uma reencarnação de abnegação, para auxiliar o parceiro ou parceira em condição inferior, a superar suas mazelas íntimas, num relacionamento difícil, de "compreensão e sacrifício engrandecedores";

d) Afins: São aqueles que venceram as adversidades, quitaram suas dívidas e estão aprendendo a se amar verdadeiramente, têm afinidade de pensamentos e intenções, funcionando ambos como relógio;

e) Almas-Gêmeas: Diferente do ensinado por Platão que falava em metades-eternas, não se trata de um ser que se dividiu em dois e que ora vai se encontrar e se unir novamente, mas dois seres que ao longo das inúmeras existências, apreenderam a se amar, se tolerar, compreender-se e precisam apenas do som da alma para se entenderem, é o chamado "amor à primeira vista", que de primeira vista não tem nada, raros em nossa situação atual do Planeta;

f) Transcedentais: Casais que se unem para auxiliar na modificação planetária, da propagação do amor e da paz, exemplos de Francisco de Assis e Clara, Mahatma Ghandi e sua esposa, o objetivo essencial é usar seu amor sem fim, para incitar o amor universal, mais raro ainda.

Qual é o nosso?

Ainda não encontramos nem príncipe, nem sapo? Nem princesa, nem bruxa má?

Somos príncipes ou sapos, princesas ou bruxas más?

Conhecemos com quem nos relacionamos ou atiramos para todos os lados, esquecidos do ditado popular que nos ensina a comer "um saco de sal" para conhecer outrem?

Queremos ser felizes, mas fazemos os outros felizes?
Queremos ser amados, mas... será que amamos?
Queremos ser valorizados, mas... valorizamos quem está conosco?

Um rei perguntou a um sábio, qual o momento maim importante? Ele respondeu: O Hoje; Qual a pessoa mais importante? Quem está ao seu lado! Qual minha missão: Fazê-la feliz!

Amemos, mas não façamos de nosso amor uma prisão.

As borboletas não precisam ser "caçadas" para nos presentearem a vista, basta que plantemos flores generosas, que elas, espontaneamente, virão ao nosso encontro, assim o é com o amor.

Amor para ser amor, tem de se dar como o Sol, sem nada pedir em troca, pois o amor que cobra retribuição é troca, barganha, tornando-se um negócio.

Curta e Compartilhe esse artigo no Facebook!