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Nossos Filhos

“Nossos filhos não são nossos filhos
São os filhos e as filhas da vida, que anseia por si mesma
Eles vêm através de vós, mas não de vós
E embora estejam convosco, não vos pertencem
Podeis dar seu amor, mas não seus pensamentos
Pois eles possuem seus próprios pensamentos
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas
Pois suas almas vivem na casa do amanhã, onde não podeis visitar nem mesmo em sonho.”

O escritor árabe Gibran Kalil Gibran, quando escreveu a excelente obra “O Profeta”, brindou-nos com conhecimentos dignos e belíssimos, em total consonância com a doutrina espírita.

Quando o profeta, protagonista dessa obra tão edificante, assevera que “nossos filhos não são nossos filhos”, expressa grande verdade, pois os pais se esquecem que seus filhos são Espíritos, criados simples e ignorantes, com o intuito de crescer e evoluir.

As famílias são compostas de espíritos afins, que se reúnem com o objetivo de resgatar dívidas anteriores e auxiliarem-se, mutuamente, a progredir, no entanto não raro, reencarnam-se no seio familiar espíritos antipáticos, inimigos em outras existências, querendo o Criador incriado que quebremos as algemas do ódio, fortalecendo e consolidando os laços de afeto.

Nesse turbilhão micro-cósmico, os pais são responsáveis pelos filhos, que estão seus filhos, mas não são seus filhos, realidade dura e difícil de ser aceita pelos pais que ainda não compreenderam a existência e a bênção da reencarnação.

Os pais são co-criadores em plano menor com Deus, e em maior ou menor tempo colherão os louros da boa educação, daquela definida pelo amor equilibrado, sem os laivos da possessão tão desnorteante e desequilibrante, que define limites e amplia o amor e a comiseração, colhendo ainda o fracasso, no caso da má educação, transformando-se os filhos em reizinhos domésticos e os pais em reles mordomos de suas vontades, ou da negligência, abandonando-os à própria sorte, isso quando a negligência não se transforma em violência, tornando-se o lar uma prisão.

O Pai amantíssimo confia à guarda dos pais, Seus filhos, propiciando-lhes quatro braços para soerguê-los nas quedas inevitáveis ou braços suficientes para abraçá-los, doando tanto amor quanto possível para entenderem o que é o amor. Desta feita os encarrega de missão engrandecedora, tal qual jardineiros celestes, como ensina Santo Agostinho, em O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIV: Façam como o bom jardineiro, que corta os brotos daninhos à medida que os vê apontar na árvore. Se deixarem que se desenvolvam o egoísmo e o orgulho, não se espantem de serem mais tarde pagos com a ingratidão. Quando os pais hão feito tudo o que devem pelo adiantamento moral de seus filhos, se não alcançam êxito, não têm de que se inculpar a si mesmos e podem conservar tranqüila a consciência. À amargura muito natural que então lhes advém da improdutividade de seus esforços, Deus reserva grande e imensa consolação, na certeza de que se trata apenas de um retardamento, que concedido lhes será concluir noutra existência a obra agora começada e que um dia o filho ingrato os recompensará com seu amor.”

Perguntamos então, o que estamos fazendo com nossos filhos?

Vemos tantas agruras, com pais irresponsáveis abrindo mão de seus filhos, dentro e fora do lar.

Notamos uma sociedade ainda absorta no egoísmo e no orgulho, abandonando suas crianças à margem dos cuidados tão necessários e dos ensinamentos de Jesus Cristo.

Se aos jardineiros divinos é outorgada a tarefa de vestir, alimentar e educar intelectualmente, nos questionamos, e quanto à educação espiritual?

São negligentes àqueles que deixam de propiciar estrutura moral a seus filhos, consolidando em seus coraçõezinhos, a fé inquebrantável e o amor ao Mestre querido.

Os problemas, as dores e dilacerações são fatais, cabendo aos pais prepararem seus rebentos para as vicissitudes da vilegiatura carnal, pois o sofrimento é inevitável, no entanto aceitá-lo é opcional.

Quando aprendermos que as dores são burilamentos d’alma, como cita André Luiz na obra “Ação e reação”, através de Druso: “A dor é ingrediente dos mais importantes na economia da vida em expansão. O ferro sob o malho, a semente na cova, o animal em sacrifício, tanto quanto a criança chorando, irresponsável ou semiconsciente, para desenvolver os próprios órgãos, sofrem a dor-evolução, que atua de fora para dentro, aprimorando o ser, sem a qual não existiria progresso. Em nosso estudo, porém, analisamos a dor-expiação, que vem de dentro para fora, marcando a criatura no caminho dos séculos, detendo-a em complicados labirintos de aflição, para regenerá-la, perante a Justiça.”, compreenderemos melhor a vida do espírito, e os sofrimentos transformar-se-ão em tarefas educativas, nos possibilitando o encaminhamento rumo à perfeição.

Os gestos de afeto, as palavras de carinho, a delicadeza no toque em seu corpinho frágil, a firmeza entremeada de brandura, no ensinamento dos limites necessários são definidores do destino de nossas crianças.

Se tratadas com amor, desde o ventre materno, haja vista o espírito se unir ao seu corpinho em formação a partir da fecundação, nascerão e crescerão confiantes, convictas, seguras e extremamente felizes, aceitando o mundo e nele sendo aceitas, no entanto, se forem tratadas com repugnação, revolta, desprezo e amargura, renascerão amarguradas, inseguras, dependentes, sem auto-estima, depressivas, tendo dificuldades em se inserir na sociedade, sofrendo as agruras das dificuldades naturais da escalada evolutiva, com mais intensidade e sem preparo mental e espiritual devido.

Quantas não são as vezes que nossos protetores, outrora chamados de “anjos da guarda”, verificando que estamos negligenciando nossa existência, esquecidos de nossos compromissos assumidos na erraticidade, decidem reencarnar como nossos filhos, a fim de nos dar um empurrãozinho, fazendo valer à pena nossa vida, tal como asseveram os espíritos de escol, na questão 492:” _ O Espírito protetor é ligado ao indivíduo desde seu nascimento? – Desde o nascimento até a morte e, muitas vezes, o segue após a morte na vida espiritual, e mesmo em muitas existências corporais, porque essas existências são somente fases bem curtas em relação à vida do Espírito.”

Há décadas reencarnam em nosso Orbe, espíritos belíssimos, oriundos de Alcíone, na constelação de Touro, tal como previu o codificador, com o intuito de auxiliar o planeta, reestruturando-o em sua transição de expiações e provas para planeta de regeneração.

Além desses seres maravilhosos, crianças extremamente diferentes que exigem didática e psicologia diferentes dos pais, em sua educação, estão aportando, aos poucos, espíritos de escol que por aqui já passaram, para dar contribuição grandiosa nesta fase crucial de nosso planeta azul, tais como Emmanuel e Chopin (reencarnados em 2000), Joanna de Ângelis e muitos outros irmãos sublimes, transformando-se a Terra na Shangri-la tão desejada.

Estamos preparados para essas crianças divinas?
Estamos fazendo o que nos cabe para as que já aqui chegaram?
Pensemos...
O amor deve ser nosso objetivo existencial e felizes serão os pais que amarem seus filhos e os educarem para o mundo.

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