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Solidários, seremos união. Separados uns dos outros, seremos pontos de vista

O Centro Espírita é o local apropriado à disseminação da Doutrina Espírita à Luz do Evangelho de Jesus Cristo, onde figura como lar, oficina, escola e hospital, adequando-se à necessidade daquele que o procura, espírita ou não espírita. Segundo Herculano Pires: "podemos figurá-lo como um espelho côncavo em que todas as atividades doutrinárias se refletem e se unem, projetando-se conjugadas no plano social geral, espírita e não espírita".

É justamente neste ambiente propício aonde se realizam obras grandiosas e caridosas, com o escopo do auxílio ao próximo, tendo como prioridade o estudo do espírito, descortinando oportunidades ímpares e devassando horizontes outrora enigmáticos e miraculosos.

Tem como funções a propagação do Espiritismo-Cristão, a caridade como bandeira “Fora da caridade, não há salvação”; o estudo sistematizado da doutrina em todos os seus aspectos: religioso, filosófico e científico; a assistência social e o congraçamento dos seus membros e não membros, oportunizando a fraternidade através de laços fortalecidos pelo amor e a bondade. Tem como preceito a fé raciocinada, esclarecendo e combatendo o fanatismo e toda forma de enclausuramento mental e espiritual.

No Centro Espírita realizam-se reuniões públicas, onde oradores especializados e estudiosos dissertam acerca de assuntos necessários ao entendimento geral à luz do Espiritismo, abordando todos os assuntos, inclusive os polêmicos, com o objetivo de abrir as mentes e os corações, através da verdade que liberta.

É realizada a fluidoterapia, através da realização de passes e da fluidificação da água, possibilitando a higienização psicofísica dos participantes, como também a cura de muitos, de acordo com a necessidade, merecimento e fé.

Na casa espírita realizam-se cursos de aperfeiçoamento da doutrina, gratuitos, com o objetivo precípuo de esclarecer a tantos quantos forem necessários da realidade universal, concitando a todos de que a reforma íntima é o único caminho para a plenificação interior, através do entendimento da vida em seus meandros mais profundos.

Realizam-se também trabalhos práticos, visando o desenvolvimento mediúnico e também o esclarecimento e tratamento de encarnados e desencarnados.

No núcleo Espírita são realizados trabalhos assistenciais diversos a todos os necessitados, desde doação de alimentos a medicamentos, como também visitas fraternais a famílias desestruturadas momentaneamente; é realizado o atendimento fraterno onde o objetivo é o esclarecimento e orientação de pessoas necessitadas física e espiritualmente, através de servidores especializados neste labor. É enfim um local destinado ao amor ao próximo, esclarecendo-o da beleza do Universo e suas leis, ministradas por Deus, conclamando todos a conhecerem-se intimamente, descortinando realidades outrora soterradas sob a égide do fanatismo religioso e do descalabro antagônico de fórmulas mágicas para a solução dos problemas.

Em realidade, o Centro Espírita não é a construção de alvenaria, mas o espírito de tantos quantos colaboram na tarefa de evangelização e espiritização, promovendo o auto-conhecimento rumo à evolução, tratando-se de tarefa árdua, muitas vezes irrigada com suor e lágrimas.

Qualquer labor denota uma dificuldade e todo trabalho que tem como objetivo a revolução de idéias e ideais, provoca transtornos e desentendimentos, pois cada ser é um universo à parte, e cada um tem pontos de vista diferentes, opiniões particulares, porém, quando tratamos de o Espiritismo e seus princípios, suas bases têm de ser respeitadas e o amor conclamado ao seu posto de guia inevitável.

O mestre já sabedor de nossas limitações previu há mais de 2.000 anos atrás, que entre seus seguidores haveria muitos conflitos e asseverou ainda que “...por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará”.

Como podemos fazer um núcleo forte sem amor entre seus membros? Como auxiliar de forma plena, sem união e respeito entre si?
É um absurdo verificarmos que um local aonde se prega o amor, não o possua entre seus componentes.

Desta feita, cabe a cada um de nós fazer a sua parte e praticarmos alguns dos princípios da Caridade que são tolerância, respeito, cordialidade, tornando a psicosfera de nossa casa espiritual harmônica.

Diz o eminente Divaldo Franco: “O Centro Espírita é a nossa oficina. Quando entramos na Casa Espírita devemos sentir os eflúvios do amor, da fraternidade. Não é o lugar dos conflitos, das picuinhas, das nossas dificuldades, das nossas diferenças, que nós as temos, mas das nossas identidades, das nossas compreensões, do nosso esforço para sermos melhor. Daí a nova proposta do Centro Espírita: voltar às bases do pensamento de Allan Kardec. Reviver o trabalho, a solidariedade e a tolerância. Sermos realmente irmãos. Esta é a nossa família ampliada. Se entre aqueles com os quais compartimos idéias, que são perfeitamente consentâneas com as nossas, nós temos dificuldades de relacionamento, como é que iremos nos relacionar com o mundo agressivo, com a sociedade que não nos aceita, com aqueles que nos hostilizam, com aqueles que nos perseguem? O Centro Espírita é o lugar onde nós treinamos as virtudes básicas: a fé, a esperança e a caridade”.

Chegou o momento de sermos espíritas-cristãos verdadeiramente falando, não só como rótulo, mas interiormente, modificando-nos profundamente, realizando a reforma íntima necessária a nossa evolução, que tem por meio o Amor, que é caminho, não fim.

Está na hora de decidirmos se trabalharemos por nós ou por nosso semelhante, se seremos União ou mero Ponto de Vista, ou seja, se seremos Altruísmo ou Egoísmo. Que cada um pegue sua enxada e trabalhe sem cessar, pois a semente que semear, transformar-se-á em luzes a iluminar nossas trevas inferiores.

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